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Correio da Manhã

Economia

LISBOA TEME FROTA ESPANHOLA

A redução da zona marítima exclusiva portuguesa para 12 milhas no Continente e 50 nos Açores é uma das propostas da Comissão Europeia. Mas Portugal está contra, receando a frota pesqueira espanhola.
25 de Maio de 2003 às 00:00
A posição portuguesa vai ser expressa pelo ministro Sevinate Pinto na reunião dos ministros da Agricultura e Pescas da UE, que começa amanhã em Bruxelas.
Recorde-se que terminou em Dezembro último a fase transitória de protecção dos recursos piscícolas portugueses até 200 milhas. Agora, Bruxelas quer que Portugal, Irlanda e Espanha reduzam as respectivas zonas marítimas exclusivas.
O Governo chefiado por Durão Barroso defende a manutenção das 200 milhas exclusivas das águas portuguesas. O principal argumento é o da necessidade de preservar as espécies mais importantes. Espécies essas que correriam maior perigo por causa da frota pesqueira da Espanha, uma das maiores e mais poderosas do Mundo.
Lisboa também receia que, com a redução da nossa zona marítima exclusiva, aumentem os conflitos entre pescadores portugueses e espanhóis.
A reforma da política agrícola comum é outro motivo de descontentamento. Sevinate Pinto discorda da principal proposta da Comissão Europeia: pagamento ao agricultor de um subsídio único, independentemente da quantidade produzida, a partir do próximo ano.
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