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Correio da Manhã

Economia
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Lojas de turismo levam 59 autarcas à Justiça no âmbito da Operação Éter

Investigação extraída do processo principal tem 75 arguidos, entre os quais eleitos de 47 câmaras do Norte e Centro.
Manuel Jorge Bento 25 de Janeiro de 2020 às 10:13
Melchior Moreira
Tribunal
Melchior Moreira
Tribunal
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Ainda sem acusação, o Ministério Público já constituiu 74 arguidos, além de Melchior Moreira - o ex-presidente da Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP), em prisão preventiva desde outubro de 2018 - na investigação às lojas interativas de turismo, que foi extraída da Operação Éter. Entre os arguidos, há 59 autarcas e ex-autarcas de 47 câmaras do Norte e Centro.

Em causa está a imposição, pelos responsáveis da TPNP, das empresas com as quais as câmaras deveriam assinar contrato para a instalação de 69 lojas. José Manuel Agostinho, gestor das empresas Celeuma, Média 360 e Tomiworld, era o beneficiado. Está na lista de suspeitos e é igualmente arguido no processo principal.

Melchior Moreira - que poderá ser libertado em fevereiro - está de novo no centro do esquema desmontado pelo inquérito deste processo das lojas interativas. Nele, além dos 59 autarcas e dos elementos da TPNP (ver infografia), há outros arguidos. São eles António Cunha Monteiro, Augusto Rego, Bernardo Oliveira, Carlos Figueirinhas Costa, Carlos Pereira, João Paulo Guedes, Nuno Almeida, Pedro Portugal e Susana João.

No processo principal foram imputados 148 crimes (corrupção, participação em negócio, peculato, abuso de poder, recebimento indevido, entre outros) a 29 arguidos. A fase de instrução continua por marcar e os inquéritos autonomizados estão ainda em investigação.
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