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Correio da Manhã

Economia
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Lone Star favorita para a compra do Novo Banco

Banco de Portugal alerta para o impacto da proposta nas contas públicas.
4 de Janeiro de 2017 às 23:59
Novo Banco
Novo Banco FOTO: Ricardo Pereira/Sábado
O Banco de Portugal conclui na noite desta qurta feira que o fundo norte-americano da Lone Star é a "entidade mais bem colocada" para a compra do Novo Banco e vai convidá-la para um "aprofundamento das negociações".

"O Banco de Portugal, no cumprimento do seu mandato relativamente ao processo de venda do Novo Banco, concluiu com base nos elementos disponíveis nesta data que o potencial investidor Lone Star é a entidade mais bem colocada para finalizar com sucesso o processo negocial tendente à aquisição das ações do Novo Banco e decidiu convidá-lo para um aprofundamento das negociações", refere o comunicado do Banco de Portugal.

Na nota, o Banco de Portugal sublinha que, no "momento atual", a proposta do potencial investidor Lone Star é a que mais assegura a estabilidade do sistema financeiro e o reforço da confiança no futuro do Novo Banco.

Mas, salienta o Banco de Portugal, "apresenta condicionantes, nomeadamente um potencial impacto nas contas públicas, que se procurarão minimizar ou remover no aprofundamento das negociações que agora se iniciam".

"Esta nova fase de negociações com o potencial investidor Lone Star não exclui a melhoria das propostas dos restantes potenciais investidores que entregaram propostas no âmbito dos dois procedimentos de venda -- Procedimento de Venda Estratégica e Procedimento de Venda em Mercado - e que já mostraram disponibilidade para o fazer", acrescenta o Banco de Portugal.

Nada garante, contudo, que a empresa fique com o antigo BES, já que o próprio ministro das Finanças assumiu que a manutenção do banco na esfera do Executivo não está excluída.

A Lone Star oferece 750 milhões à cabeça pelo Novo Banco, a que soma outra parcela de 750 milhões de injeção de capital. Além disso, o fundo pretende criar um veículo onde colocará os ativos que não forem escolhidos na compra, gerindo-os e recuperando os créditos associados.

Na corrida, estavam também a Apollo, que negociou até ao último instante, e os chineses do Minsheng, que saíram de cena por dificuldades em cumprir as garantias financeiras.

O Conselho de Ministros deve discutir já hoje a solução para o Novo Banco. Contudo, nada garante que seja tomada uma decisão definitiva e a recomendação do Banco de Portugal não é vinculativa.
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