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Correio da Manhã

Economia

Lucro da CGD sobe 74% para 641 milhões com vendas em Espanha e África do Sul

Banco liderado por Paulo Macedo aumentou 74% nos primeiros nove meses do ano.
Jornal de Negócios 8 de Novembro de 2019 às 17:25
Caixa Geral de Depósitos
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Caixa Geral de Depósitos

A Caixa Geral de Depósitos apresentou um lucro de 640,9 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, um número que representa um aumento de 74% em comparação com o mesmo período do ano passado. 

Entre janeiro e setembro de 2018, o banco liderado por Paulo Macedo registou lucros de 369 milhões de euros, animados pela redução de custos e apesar de uma descida da margem financeira. 

O forte aumento registado nos primeiros nove meses deste ano reflete sobretudo o ganho que o banco público obteve com as vendas das unidades em Espanha e África do Sul. Mesmo assim, excluíndo efeitos não recorrentes, os lucros aumentaram 30% para 481,4 milhões de euros, refere o banco em comunicado à CMVM.

A CGD anunciou esta semana que concluiu a venda da Mercantile, a sua subsidiária na África do Sul, por 3,56 mil milhões de rands sul-africanos (cerca de 215 milhões de euros) ao Capitec Bank. A unidade em Espanha foi vendida ao Abanca por 364 milhões de euros, numa operação que já impactou as contas do segundo trimestre.

A melhoria dos lucros aconteceu apesar de uma descida da margem financeira estrita. Esta atingiu 851,5 milhões de euros, o que representa uma descida de 2,2% face ao ano anterior, "dada a conjuntura de taxas de juro e o seu impacto na carteira de crédito e de ativos financeiros", explica o banco no comunicado. Quanto às comissões, houve um aumento de 1,4% na atividade doméstica e de 2% na atividade consolidada.

Por outro lado, os custos de estrutura "incluem na vertente de custos com pessoal um custo não recorrente que ascendeu a 38,1 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano (44,3 milhões de euros no período homólogo do ano anterior)", nota a CGD, referindo ainda que "foram já contabilizados todos os custos regulatórios para o ano de 2019, independentemente da data da sua liquidação".

A Caixa adianta ainda que
foram contabilizadas, nas contas da actividade consolidada, imparidades para crédito, líquidas de recuperações, no valor de 4 milhões de euros. "A evolução das imparidades de outros ativos foi impactada pela reversão de 159 milhões de euros de imparidade associada à venda do Banco Caixa Geral (Espanha) e Mercantile (África do Sul) ajustando a valorização destes activos resultante da provisão constituída em 2017 ao preço de venda alcançado no processo negocial", explica o banco.

Já sobre os resultados de filiais detidas para venda, estes ascenderam a 34,2 milhões de euros, "refletindo uma redução de 4,4 milhões de euros enquanto os resultados em empresas por equivalência patrimonial foram de 13,2 milhões de euros, revelando um decréscimo de 30,8 milhões de euros, impactados pela diminuição do contributo da área seguradora", explica a CGD no comunicado de resultados. 

Crédito recua, depósitos crescem
A carteira de crédito a clientes totalizou 49.179 milhões de euros em termos líquidos, o que correspondeu a uma redução de 3,8%, face ao final de 2018.

"De referir que a nova produção registou uma forte progressão, mas que, contudo, não foi suficiente para contrariar a redução da carteira, fortemente influenciada pelas vendas de NPL e pela desalavancagem verificada emalguns segmentos de clientes, nomeadamente setor público", explica o banco liderado por Paulo Macedo.

Já os depósitos aumentaram 1.867 milhões de euros (+3,0%) quando comparados com o mesmo período de 2018, evolução essencialmente justificada pela captação da CGD Portugal.

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