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Correio da Manhã

Economia
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Lucro da Portucel cai 6,8% para 196,3 milhões

O resultado líquido da Portucel ascendeu a 196,3 milhões de euros em 2011, uma queda homóloga de 6,8 por cento, justificada pela empresa com o ambiente económico adverso, conforme o comunicado enviado esta segunda-feira à CMVM.
30 de Janeiro de 2012 às 18:57
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portucel, lucros, conjuntura, economia, cmvm FOTO: d.r.

"Num ano caracterizado por uma conjuntura particularmente adversa, o grupo atingiu um volume de negócios de cerca de 1,5 mil milhões de euros, crescendo 7,4 por cento face ao ano anterior. Este aumento resulta essencialmente do crescimento das vendas de papel fino de impressão e escrita não revestido (papel UWF), possibilitado pelo aumento de produção proveniente da nova fábrica de papel, e pelo crescimento da produção de energia", lê-se no comunicado enviado pela Portucel à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) consolidado foi de 385,1 milhões de euros, o que representa uma redução de 3,8 por cento face a 2010, e se traduz numa margem EBITDA/Vendas de 25,9 por cento, inferior em 3,0 pontos percentuais à registada no ano anterior.

"Os custos tiveram uma evolução desfavorável em relação ao ano de 2010, devido ao aumento verificado no preço médio do 'mix' de madeira e nos produtos químicos, especialmente ao longo do primeiro semestre. Verificou-se também um aumento em alguns custos fixos de produção, designadamente nas despesas de manutenção e nas despesas com pessoal", revelou a empresa.

Segundo a Portucel, o aumento verificado nas despesas com pessoal deveu-se essencialmente ao agravamento do custo com o fundo de pensões e a custos associados ao redimensionamento do quadro com pessoal.

Os resultados operacionais tiveram um decréscimo de 4,2 por cento, "parcialmente devido ao facto de os resultados de 2010 terem sido positivamente afectados pela reversão de provisões ocorridas nesse ano", explicou a empresa.

Já os resultados financeiros foram negativos em 16,3 milhões de euros, comparando favoravelmente com um valor também negativo de 20,1 milhões de euros em 2010. "Esta evolução é essencialmente explicada pela redução significativa da dívida líquida remunerada face ao período homólogo e pela melhoria das condições de remuneração das aplicações dos excedentes de tesouraria", lê-se no documento.

As vendas globais de papel ascenderam a 1,5 milhões de toneladas, um aumento de sete por cento em relação a 2010. "Este desempenho foi alicerçado num crescimento sólido em todas as regiões do mundo e no alargamento da cobertura geográfica das vendas, tendo o grupo exportado para 115 países durante o ano de 2011", realçou a Portucel.

Refira-se que as exportações de 1,233 mil milhões de euros representam 95 por cento das vendas de pasta e papel do grupo.

Quanto ao futuro, "as expectativas de evolução da economia mundial para 2012 continuam marcadas por um enquadramento de grande incerteza, deterioração progressiva das estimativas de crescimento global, com possibilidade de recessão em algumas regiões, como a zona euro, e intensificação dos factores de risco negativos", disse a empresa.

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