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Correio da Manhã

Economia
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Lucro do El Corte Inglés em Portugal cai 15,3 milhões

O El Corte Inglés em Portugal registou um lucro de 2,1 milhões de euros no ano fiscal terminado a 29 de fevereiro, menos 15,3 milhões de euros do que no exercício anterior, informou neste domingo a empresa.
26 de Agosto de 2012 às 14:28
O investimento do grupo totalizou 871 milhões de euros, "a maior parte destinado à construção de novas unidades comerciais"
O investimento do grupo totalizou 871 milhões de euros, 'a maior parte destinado à construção de novas unidades comerciais' FOTO: Helena Poncini

"Os resultados líquidos, depois de pagos os impostos no valor de 2,7 milhões de euros, atingiram os 2.099.962 euros, o que, tendo em conta o contexto recessivo em que se encontra o comércio em Portugal, é considerado positivo pela direcção da empresa", lê-se no comunicado da empresa que no exercício anterior registou um lucro de 17,4 milhões de euros.

Já as vendas e outras receitas da actividade do El Corte Inglés - Grandes Armazéns, que opera no mercado português há 10 anos, ascenderam a 385,4 milhões de euros, menos 226 milhões do que no exercício anterior.

O El Corte Inglés afirma que "tem intensão de continuar a investir em Portugal", salientando que estão a decorrer as obras para o futuro supermercado no Restelo, em Lisboa, que deverá ser inaugurado no final deste ano.

Os custos e despesas de exploração totalizaram 371,6 milhões de euros, menos um por cento em comparação com exercício anterior.

A rubrica de pessoal, por sua vez, aumentou um por cento, situando-se nos 67,2 milhões de euros.

A nível global, o Grupo El Corte Inglés alcançou um lucro de 210 milhões, menos 34 por cento do que em 2010, enquanto o volume de negócios totalizou 15.778 milhões de euros, uma queda de 3,9 por cento.

 


O EBITDA (resultados antes de impostos, juros, depreciações e amortizações) situou-se nos 826,3 milhões de euros, menos 34 por cento do que no exercício anterior.

"Esta evolução foi condicionada pela conjuntura económica em Espanha que afectou, de forma significativa, o consumo, tendo o retalho registado em 2011 uma descida de 5,6 por cento, somados a quatro anos consecutivos em queda", justifica o grupo no comunicado divulgado.

O presidente do El Corte Inglés, Isidoro Álvarez, citado no comunicado, afirma que o grupo "confirmou a sua força perante as dificuldades do mercado", mantendo "a sua quota global de mercado".

O investimento do grupo totalizou 871 milhões de euros, "a maior parte destinado à construção de novas unidades comerciais".

No final do exercício de 2011, o Grupo Corte Inglés tinha 99.323 trabalhadores.

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