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Correio da Manhã

Economia
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Lucros da Banca disparam

O lucro da banca segue, no primeiro trimestre deste ano, a tendência crescente que já tinha apresentado em exercícios anteriores. Depois de ter fechado o ano de 2005 com um crescimento de 24,2 por cento, o Banco Comercial Português (BCP) cresceu, no primeiro trimestre, 44 por cento relativamente ao mesmo período do ano anterior. Por sua vez, o Banco Espírito Santo (BES) revelou ter crescido mais 31 por cento.
25 de Abril de 2006 às 00:00
 BCP, de Teixeira Pinto, lucrou 199 milhões de euros
BCP, de Teixeira Pinto, lucrou 199 milhões de euros FOTO: Álvaro C. Pereira
Entre Janeiro e Março deste ano, o BCP chegou aos 199 milhões de euros, face aos 145 milhões no período homólogo, enquanto o BES, com resultados de 80,3 milhões de euros no primeiro trimestre de 2005, totaliza agora 105,1 milhões de euros.
Para chegar a estes lucros, a banca contou também com o endividamento das famílias. Passando ao lado da crise, o BCP, só no crédito à habitação em base consolidada, registou um aumento de 21 por cento, para 22 mil milhões de euros. Já o BES teve um crescimento de 9,4 por cento, para mais de 12 500 milhões de euros.
Os recursos totais de clientes aumentaram 6,5 por cento no BES e nove por cento no BCP.
A contribuir para o lucro do banco liderado por Paulo Teixeira Pinto esteve também o redimensionamento do quadro de colaboradores, nomeadamente através de reformas antecipadas. Os custos (não recorrentes) desta reestruturação ascenderam a 67 milhões de euros.
O banco, que dispensou 259 funcionários no primeiro trimestre deste ano, já tinha reduzido o quadro de pessoal em mais de 7500 funcionários entre 1999 e 2005. Este ano prevê ainda dispensar mais 250 colaboradores.
Dos três grandes bancos privados, o BCP apresentou em 2005 o maior resultado líquido em volume, chegando aos 753,5 milhões de euros. Os resultados anuais dos bancos, apresentados em Fevereiro, colocam o BES em segundo lugar, com um crescimento de 85 por cento para 280,5 milhões de euros e o BPI, que cresceu 57,5 por cento para 251 milhões de euros, em terceiro lugar.
TEIXEIRA PINTO MANTÉM PREÇO
O presidente do BCP afirmou que a Oferta Pública de Aquisição (OPA) que a instituição lançou sobre o BPI continua “em cima da mesa” e salientou que não está a contar “com nenhuma revisão de oferta”.
Paulo Teixeira Pinto referiu que se mantém “confiante” no desenlace mas salientou que “a oferta nem sequer está registada”. Relativamente aos resultados do banco ontem apresentados, o responsável referiu que as metas estão a ser cumpridas, o que “tem especial significado no contexto actual, em que se encontra em curso uma operação de aquisição que será financiada em mais de 80% com recurso a capitais próprios”. A “avaliação dos termos da oferta” sobre o rival BPI, “será cada vez mais clara, objectiva e racional, com o desenrolar do processo”, adianta.
OUTROS NÚMEROS
PT
Os ganhos potenciais do BES com a participação que detém na PT aumentaram em 42,1 milhões de euros, atingindo os 71,1 milhões de euros no final do primeiro trimestre.
BCP
Calculado em base recorrente, não incluindo o encaixe extraordinário de 82 milhões de euros com a venda do Interbanco, o crescimento do lucro do BCP foi 164,8 milhões de euros.
BES
Para a melhoria do lucro do BES contribuiu a subida de 6,2 por cento do produto bancário (comissões e resultados de operações financeiras), totalizando 407,7 milhões de euros.
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