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Correio da Manhã

Economia
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Lucros da Semapa sobem 22,8% para 110,5 milhões

O resultado líquido da Semapa aumentou 22,8% para 110,5 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, que compara com 90 milhões do período homólogo, divulgou esta terça-feira o grupo liderado por Pedro Queiroz Pereira.
30 de Outubro de 2012 às 19:09
Pedro Queiroz Pereira anunciou resultados
Pedro Queiroz Pereira anunciou resultados FOTO: Bruno Simão/Jornal de Negócios

Em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Semapa explicou que, sem reflectir a participação financeira de 100% da Secil, o lucro teria aumentado em 11,3% para 100,1 milhões de euros.

No primeiro semestre, a Semapa obteve o controlo de 100 por cento da Secil, cimenteira que na semana passada comunicou o despedimento colectivo de 56 trabalhadores devido à "necessidade de redução da dimensão da estrutura e dos custos".

A evolução do resultado líquido resulta do aumento do EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) em cerca de 28,3 milhões de euros, o acréscimo das amortizações e perdas por imparidade, no valor de 0,7 milhões de euros, e a melhoria das provisões em 10,9 milhões de euros.

No comunicado ao mercado, o grupo destaca ainda o agravamento em 10,8 milhões de euros dos resultados financeiros, o que resulta essencialmente da subida dos juros suportados por algumas empresas, bem como o aumento de impostos de 4,7 milhões de euros.

Nos primeiros nove meses do ano, o volume de negócios da Semapa aumentou 9,3%, para 1.444 milhões de euros, dos quais 76,3% no mercado externo.

No mesmo período, a dívida líquida da Semapa aumentou de 913 milhões de euros para 1.539 milhões de euros.


Em relação ao futuro, o grupo realça o difícil enquadramento actual, avolumando-se "incertezas relativamente à evolução do mercado de pasta de papel", ressalvando ter uma carteira de encomendas muito confortável e estar a trabalhar a 100 por cento da sua capacidade produtiva.

No negócio dos cimentos, "o actual contexto económico mantém-se desfavorável ao desenvolvimento das actividades principais da Secil, tendo em conta a localização geográfica das suas operações", afirma-se em comunicado, realçando os receios face às medidas previstas no Orçamento do Estado para 2013 (OE2013).

"Daí que as expectativas não sejam positivas para os diversos segmentos de actuação da Secil", lê-se no documento, que refere estar a ser implementado "um conjunto alargado de medidas de redução dos custos por forma a adequar as operações em Portugal e a respectiva estrutura de apoio à nova realidade imposta pela redução drástica da procura".

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