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Correio da Manhã

Economia
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Lucros do Santander Totta caem 17%

O Santander Totta recuou 16,9 por cento nos lucros em 2010, para um total de 434,7 milhões de euros.
8 de Fevereiro de 2011 às 13:33
“Iremos pagar dividendos de uma forma moderada ou iremos emitir acções que compensem o pagamento de dividendos de forma a reforçar capitais”, disse o presidente executivo Nuno Amado
“Iremos pagar dividendos de uma forma moderada ou iremos emitir acções que compensem o pagamento de dividendos de forma a reforçar capitais”, disse o presidente executivo Nuno Amado FOTO: Lusa

As receitas da actividade comercial caíram 5,8%, resultante de uma diminuição da margem financeira.

“Iremos pagar dividendos de uma forma moderada ou iremos emitir acções que compensem o pagamento de dividendos de forma a reforçar capitais”, disse o presidente executivo Nuno Amado. No entanto, de acordo com o responsável, o sector financeiro deve seguir a recomendação feita pelo Banco de Portugal de reforço de capitais e de não distribuição de dividendos. A medida deve aplicar-se “a todos sem excepção”, defendeu.

Antes de divulgar os resultados do banco esta terça-feira, o presidente executivo Nuno Amado fez um pequeno enquadramento da actual situação económica do País. O banqueiro, na conferência de imprensa que decorreu na sede da instituição em Lisboa, disse esperar que 2011 “seja um ano de consolidação orçamental” e sublinhou que uma evolução favorável passa pelo “aumento da poupança das famílias” e “passar em dois anos para uma situação de saldo orçamental primário positivo”.

No entanto, o CEO do Santander Totta reconhece que o ano vai ser complicado. “Todos temos de fazer o trabalho de casa”, disse.

Sobre os juros cobrados à dívida pública portuguesa, Nuno Amado entende que a “curto prazo a situação é sustentável, mas admite que “estruturalmente é importante reduzir este nível de taxa de juro”.

Quanto ao FMI, Nuno Amado lembrou que “o apoio externo feito à Grécia e à Turquia só resolveu o finanaciamento do risco da dívida soberana”, considerando haver “outras formas de fazer apoio externo que não aquele que foi feito no início da crise”.

O banqueiro defendeu igualmente, quando questionado sobre uma possível intervenção em Portugal do FMI e do Fundo de Estabilização Europeu que “deveríamos tentar não seguir esse caminho”.

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