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Correio da Manhã

Economia

Luz sobe mais que o previsto

No próximo ano, o preço da electricidade vai subir mais que o previsto. As tarifas vão aumentar, em média, 2,3 por cento no Continente e não 2,1 por cento, tal como a Entidade Reguladora do Sector Energético (ERSE) tinha proposto há cerca de dois meses. Esta subida é mais elevada que o referencial de aumento para a Função Pública (2,2%).
7 de Dezembro de 2004 às 00:00
Num comunicado, a ERSE explica a diferença da subida dos preços com a revisão dos “valores da inflação e do índice de preços implícitos no consumo privado, de acordo com as previsões entretanto publicadas pelo Governo e pela União Europeia”.
Também os preços para os clientes industriais vão subir acima do previsto. A tarifa final para os clientes de muita alta tensão e alta tensão vai aumentar 2,4 por cento, contra uma proposta inicial feita em Novembro de 2,2 por cento. Na média tensão, o aumento é de 2,3 por cento.
As tarifas para as regiões autónomas também foram revistas em alta. Nos Açores, a subida passa de 0,4 por cento para 0,5 por cento, enquanto que na Madeira o aumento é de 2,4 por cento, contra 2,2.
EDP À ESPERA
No mesmo dia em que a ERSE reviu as subidas dos preços, o presidente executivo da Energia de Portugal (EDP), João Talone, deu uma conferência de imprensa onde garantiu que a eléctrica irá manter a proposta de compra dos activos da Gás de Portugal “até ao fim”. Ou seja, a EDP vai ficar à espera da decisão “formal” da Comissão Europeia e só depois – de um provável chumbo – apresentará alternativas. Até porque a EDP nunca recebeu uma “notificação formal” de Bruxelas, assegurou Talone.A Comissão Europeia iniciou a segunda fase de apreciação da integração do gás na EDP, devendo a decisão final ser aprovada amanhã.
No entanto, o conselho de administração da EDP, num comunicado lido por João Talone, admite que a “eventual oposição à transacção não se fará seguramente em benefício dos consumidores portugueses”. Independentemente da decisão de Bruxelas, a EDP “em nada mudará a estratégia de desenvolvimento conjunto dos negócios eléctricos e de gás a nível ibérico”, disse.
GRANDE PROCURA DE ACÇÕES
O aumento de capital da EDP, de 1,2 mil milhões de euros, foi concluído dia 2 de Dezembro através da emissão de 656 537 715 novas acções. Segundo a eléctrica, este foi o maior aumento de capital alguma vez realizado no País.
A procura de novas acções no montante de 14,670,861,40 foi equivalente a 2,23 vezes o números de acções disponíveis no âmbito do aumento de capital, ultrapassando as expectativas da EDP.
O aumento de capital destinava-se a financiar a aquisição da Hidrocantábrico (quarta eléctrica espanhola) e, indirectamente, da Naturcop (segunda empresa de gás espanhola).
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