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Correio da Manhã

Economia
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Macedo pediu para sair

A comissão de serviço do director-geral dos Impostos terminou hoje [ontem], dia 3 de Maio de 2007, e não será renovada, a pedido do próprio, afirmou ontem uma fonte oficial do Ministério das Finanças, pondo fim a um tabu que durava há vários meses. Tal como noticiou o CM, Paulo Macedo recebeu no dia 4 de Março a notícia de que não seria reconduzido no cargo de director-geral.
4 de Maio de 2007 às 00:00
Mesmo no momento da saída, a polémica sobre o seu vencimento continua. Com efeito, a lei que é invocada para manter Paulo Macedo em funções (Lei 51/2005 de 30 de Agosto) diz no capítulo do “estatuto remuneratório” que “em circunstância alguma”, o ordenado do pessoal dirigente pode exceder a remuneração global do primeiro-ministro (5100 euros). Face a esta determinação, nos três meses em que Paulo Macedo poderá ainda estar à frente da DGCI, irá ver o seu ordenado (mais de 23 mil euros) francamente reduzido.
O momento de saída terá sido combinado com Teixeira dos Santos que, desde a viagem de Sócrates à China, se absteve de fazer qualquer comentário sobre Paulo Macedo.
O Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos prefere não comentar a saída de Paulo Macedo, mas espera que “o próximo director-geral saiba aproveitar o esforço de todos os outros trabalhadores para o bom desempenho de todos”.
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