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Correio da Manhã

Economia
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Mais 13 cêntimos para almoçar

O Governo mantém a actualização salarial de 2,2 por cento para a Função Pública mas ontem decidiu dar um ‘bónus’ aos trabalhadores do Estado: um aumento de 13 cêntimos no subsídio de refeição.
16 de Dezembro de 2004 às 00:00
Sindicalistas fizeram vigília à porta das Finanças
Sindicalistas fizeram vigília à porta das Finanças FOTO: Jorge Paula
“É humilhante. Só dá para o pacote de açúcar da bica”, considerou ontem o dirigente da Frente Comum da Administração Pública, Paulo Trindade, durante uma vigília de dirigentes sindicais junto ao Ministério das Finanças.
O protesto, que juntou dezenas de sindicalistas, realizou-se ao fim da tarde, horas depois da segunda ronda negocial entre as três estruturas sindicais e a equipa das Finanças. Os governantes voltaram a dizer que os aumentos salariais e das pensões não podem ir além dos 2,2 por cento, mas que a actualização do subsídio de refeição será de 3,5 por cento.
No final da reunião, os dirigentes sindicais acusaram o Governo de impor aumentos “inaceitáveis para os trabalhadores” e de faltar ao cumprimento da lei da negociação, como frisou Nobre dos Santos, da Fesap. O presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado, Bettencourt Picanço, não se conforma com os valores, e lembrou que o aumento das pensões para o Estado é inferior ao do sector privado (2,3 por cento).
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