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Correio da Manhã

Economia
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MAIS 16 MIL DESEMPREGADOS

No final do mês de Setembro mais 16 770 trabalhadores inscreveram-se nos centros de Emprego do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), o que representa um crescimento de 3,7 por cento na taxa de desemprego face ao mês de Agosto.
12 de Outubro de 2004 às 13:51
MAIS 16 MIL DESEMPREGADOS
MAIS 16 MIL DESEMPREGADOS FOTO: Jordi Burch
Por cada dia que passou, 559 pessoas perderam os seus postos de trabalho por despedimento ou rescisão amigável. Neste momento, e segundo os números do IEFP, existem 466 534 portugueses no desemprego.
Segundo o Ministério das Actividades Económicas e do Trabalho, estes números encontram-se muito influenciados pela classe dos professores que optam por recorrer ao subsídio de desemprego sempre que não foram colocados.
No final do mês de Setembro, os professores do ensino secundário, superior e os profissionais de nível intermédio do ensino somavam 19 950 desempregados, contra 17 414 no período homólogo do ano anterior.
Ontem mesmo, o Sindicato dos Professores do Norte (SPN) afirmou que estão ainda por colocar mais de quatro mil professores nos cinco distritos do Norte de Portugal, metade dos quais do primeiro ciclo.
No entanto, o ritmo do aumento do desemprego está a abrandar. No mês de Setembro de 2003, o aumento foi de 4,7 por cento (contra os 3,7 agora registados), o que lançou para o desemprego 19 777 novos trabalhadores, contra os 16 770 agora registados.
A ex-ministra das Finanças, Manuela Ferreira Leite, afirmou várias vezes que o desemprego só começaria a diminuir passados seis meses após a economia dar sinais de crescimentos positivos.
PROBLEMAS REAIS
Para o dirigente da Frente Sindical da Administração Pública (Fesap), Nobre dos Santos, o habitual aumento do desemprego em Setembro “é uma questão sazonal” devido à não colocação dos professores. Mas o sindicalista salienta que “há problemas reais que nada têm a ver com esta sazonalidade”.
“O crescimento económico não está a acontecer e para isso têm de ser modificadas as políticas mais agressivas para a criação de postos de trabalho”, frisa Nobre dos Santos.
O dirigente da Fesap diz que há necessidade de criar mais oferta de emprego mas, para isso, “são precisos incentivos tanto a nível governamental como empresarial”.
Quanto ao futuro, Nobre dos Santos está pessimista, na medida em que as palavras do primeiro-ministro, Santana Lopes, “não merecem confiança”.
VIGILIA À PORTA
Meia centena de operários da Universal Motors, em Ovar, foram suspensos e estão há mais de um mês à porta da fábrica, para garantir os postos de trabalho. A firma de motores continua a laborar apenas com 39 trabalhadores e tem salários em atraso. “A vigília é para precaver fugas”, salientam os operários.
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