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Correio da Manhã

Economia
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Mais de 28 mil no desemprego

No final do ano passado havia mais 2696 pessoas desempregadas no Algarve do que no fim de Dezembro de 2009, segundo dados do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP). E a tendência é para a situação se agravar nos primeiros meses deste ano.
2 de Fevereiro de 2011 às 00:30
Centro de Emprego de Portimão é o que tem maior número de inscritos
Centro de Emprego de Portimão é o que tem maior número de inscritos FOTO: Irene Pereira

De acordo com o IEFP, em Dezembro, estavam sem trabalho28 298 pessoas no Algarve, o que se traduz num aumento de 10,5% em relação ao mês homólogo de 2009, e de 3,5% em comparação com Novembro de 2010. No Continente, foi a região em que o desemprego mais cresceu.

"Se se somar cerca de um milhar de pessoas que se encontram em programas ocupacionais, já estamos próximo dos 30 mil desempregados. Aliás, nos primeiros meses deste ano essa barreira deverá ser ultrapassada, visto que se verifica uma acentuada degradação do tecido económico da região e estão muitas empresas para fechar", afirma António Goulart, da União de Sindicatos do Algarve.

Um dos sectores mais afectados é o turismo. Elidérico Viegas, presidente da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), diz que o número de unidades encerradas na época baixa "aumentou significativamente em relação ao que era hábito e há muitas que se mantêm abertas, mas reduziram drasticamente a sua actividade". Elidérico Viegas também diz que "o problema vai agravar-se", visto que "houve empresas que tentaram manter a actividade, mas agora vão ter de despedir pessoas".

PORTIMÃO É O PIOR CONCELHO

Portimão é o terceiro concelho mais populoso do Algarve, mas surge na primeira posição em número de desempregados. Uma liderança que, aliás, já mantém há algum tempo.

Segundo o IEFP, no final ano passado havia 4384 pessoas sem trabalho neste município, ou seja, mais 294 do que em idêntico período de 2009. A maior parte das pessoas (3275) encontra-se inscrita no centro de emprego há menos de um ano. As mulheres são as mais afectadas.

De acordo com António Goulart, da União de Sindicatos do Algarve, o facto de Portimão liderar o ranking do desemprego na região resulta da própria estrutura económica deste município, que é muito dependente de dois sectores muito afectados pela crise: o turismo e o imobiliário.

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