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Correio da Manhã

Economia
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Mais horas no sector privado terá impacto "de décimas" no PIB

O alargamento em meia hora do horário de trabalho no sector privado terá um impacto "de algumas décimas de ponto percentual" no PIB, disse nesta segunda-feira em entrevista à RTP o ministro de Estado e das Finanças, Vítor Gaspar.
17 de Outubro de 2011 às 22:30
Ministro recusou a ideia de que as privatizações serão feitas ao desbarato
Ministro recusou a ideia de que as privatizações serão feitas ao desbarato FOTO: Vítor Mota

"Em 2013 esse impacto será substancialmente maior", e o alargamento do horário em trinta minutos por dia irá "ajudar à recuperação da economia portuguesa".   

A expansão do horário de trabalho no sector privado em meia hora por dia durante os próximos dois anos foi anunciada na semana passada pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, substituindo a planeada redução da contribuição das empresas para a segurança social (Taxa Social Única). É uma das medidas que consta da proposta de Orçamento do Estado para 2012 (OE2012) que o Governo apresentou no Parlamento.  

A meia hora de trabalho adicional foi o exemplo que Vítor Gaspar citou quando questionado sobre que medidas de estímulo ao crescimento económico se pode encontrar num OE2012 dominado pela austeridade.  

Vítor Gaspar acrescentou que o Executivo "tem no seu programa de Governo e no plano de ajustamento orçamental uma estratégia com muitos elementos  favoráveis ao crescimento", entre os quais o plano de privatizações, que  irá "atrair investimento directo estrangeiro e ter um impacto emblemático  na promoção de Portugal" no exterior.    

O ministro recusou a ideia de que as privatizações serão feitas ao desbarato, argumentando que "as empresas em fase de privatização - EDP e REN -, pela sua qualidade e características específicas, são insensíveis às condições  de mercado".   

Gaspar disse ainda na entrevista à RTP que, apesar das dificuldades actuais, há motivos para optimismo.  

"Temos uma luz ao fundo do túnel já. Portugal é uma nação com um grau de coesão interna muito grande, tem uma história de que se orgulha, superou muitas crises", afirmou o ministro, acrescentando que "superará esta também". 

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