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Correio da Manhã

Economia
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“Mais três mil empresas fecharam as portas”

Mário Pereira Gonçalves, Presidente da AHRESP, sobre a petição contra o IVA a 23% na restauração.
7 de Junho de 2012 às 01:00
empresas, IVA, impostos, finanças, crise
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Correio da Manhã – Entregou no Parlamento uma petição para a redução da taxa do IVA na restauração, de 23% para 13%. Acha que o conseguirá com as 34 mil assinaturas recolhidas?

Mário Pereira Gonçalves – Foi uma boa reunião com a presidente do Parlamento, Assunção Esteves, que mostrou sensibilidade para o tema. As 34 mil assinaturas vão obrigar, pelo menos, à discussão do problema. A maioria [PSD/CDS-PP] é capaz de chumbar, mas é uma prova de unidade do sector.

– Qual é impacto do IVA a 23% na restauração?

– Tem agravado dificuldades. Só no primeiro trimestre tivemos mais 3000 empresas do sector a fechar portas e 15 900 postos de trabalho perdidos. Isto em três meses. Se continuar, falhamos a nossa própria projecção de 47 mil desempregados na restauração, em apenas um ano. Serão mais de 60 mil.

– Acredita que vão conseguir baixar a taxa de IVA na restauração?

– Esse é o nosso objectivo para já. Repor a taxa intermédia. A meta final é baixar o IVA para a taxa reduzida, de 6%, para seguirmos o exemplo de Espanha, França e mesmo a Irlanda, que também está sob assistência financeira. É uma medida para impulsionar a Economia.

– Mas com as 34 mil assinaturas e a questão a ser discutida esta sexta-feira no Parlamento espera algum progresso?

– Já sabemos que os partidos que apoiam o Governo vão lutar contra a nossa petição. Mas assim sabemos quem está connosco e os quem está contra nós.

– Acha que a medida permitiu um encaixe financeiro ao Estado?

– Pensamos que o Estado estará a perder receita, mas se tiver valor acrescentado é à custa de empresas que fecham.

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