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Correio da Manhã

Economia
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Maquinistas da CP retiram greve nos turnos regionais

O Sindicato Nacional dos Maquinistas (SMAQ) comunicou no domingo à CP que "desagrava as condições da greve" nos serviços regionais entre hoje e quinta-feira, disse à agência Lusa a porta-voz da empresa de transporte ferroviário, Ana Portela.
1 de Outubro de 2012 às 08:52
A porta-voz da CP sublinhou que hoje está a haver um "nível reduzido" de supressões de comboios regionais
A porta-voz da CP sublinhou que hoje está a haver um 'nível reduzido' de supressões de comboios regionais FOTO: João Miguel Rodrigues

Segundo a mesma fonte, isso significa que, exclusivamente no caso dos serviços regionais, o SMAQ retirou a greve às duas primeiras horas de cada turno, mantendo a paralisação relativa às horas extraordinárias e aos feriados, "que já vem desde 1 de Janeiro".

Ana Portela acrescentou que este desagravamento da greve "é válido para o período entre 1 e 4 de Outubro", isto é até quinta-feira, mantendo-se a paralisação geral marcada para 5 de Outubro, sexta-feira, pois o sindicato conserva o pré-aviso para os dias feriados.

A porta-voz da CP sublinhou que hoje está a haver um "nível reduzido" de supressões de comboios regionais, situadas "entre os três e os dez por cento, dependendo dos serviços e regiões".

"Mas estas são as supressões que, infelizmente, têm sido normais nos últimos tempos [devido à greve às horas extraordinárias] ", acrescentou.

Num primeiro balanço da greve de hoje, relativo às 6h00, Ana Portela disse que se registaram 33 por cento de supressões dos comboios previstos até àquela hora "no total do país e em todos os serviços".

De acordo com a mesma fonte, no total, foram suprimidos 21 dos 63 comboios programados para até as 6h00, tendo os serviços mais afectados sido os urbanos do Porto e de Lisboa, com 83 e 24 por cento de supressões, respectivamente. O longo curso ainda não tinha sido afectado, por não haver comboios previstos até às 6h00.

Os maquinistas fazem greve às primeiras duas horas do turno nos próximos quatro dias contra a "espoliação dos salários,", disse o presidente do SMAQ, o que vai causar várias perturbações nos comboios da CP.

Em declarações à Lusa, António Medeiros afirmou no domingo que o pré-aviso de greve de duas horas no início de cada período de trabalho terá um "impacto grande, porque vai causar a perturbação sucessiva das ligações".

No dia 5 de Outubro, em que se comemora a Implantação da República, a greve será total contra as alterações introduzidas pela revisão ao Código do Trabalho, que contemplam uma redução de 50 por cento no valor pago por trabalho em dia feriado.  

Nos primeiros três dias da greve, até quarta-feira, a CP prevê a supressão da maioria dos comboios dos serviços urbanos de Lisboa, Porto e Coimbra. No Alfa Pendular e Intercidades devem realizar-se mais de 50 por cento dos comboios de hoje a quarta-feira e de cerca de 25 por cento na quinta-feira.

Já no feriado de 5 de Outubro, dia em que a greve é geral, "é expectável a supressão da larga maioria dos comboios a nível nacional, prevendo-se apenas a realização dos serviços mínimos decretados pelo Tribunal Arbitral", adiantou a CP no domingo, em comunicado.

No sábado, a situação deverá retomar a normalidade, podendo ainda ocorrer algumas perturbações durante a manhã até à regularização dos serviços.

Neste contexto, a CP recomenda aos clientes a consulta dos seus canais de contacto e informação para programação das suas deslocações, nomeadamente bilheteiras, o 'call center' ou a página na Internet.

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