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Correio da Manhã

Economia
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Mariscadores reúnem-se em protesto

Mais de dois mil mariscadores lúdicos do Alentejo e Algarve reuniram-se sexta-feira à noite, em Vila Nova de Milfontes, Odemira, para exigir a alteração da lei da apanha de bivalves – que os proíbe de usar utensílios.
1 de Junho de 2008 às 00:30
Coimas vão até aos 25 mil euros
Coimas vão até aos 25 mil euros FOTO: direitos reservados

"Foi uma reunião bastante positiva. Somámos dois mil participantes, entre as pessoas que conseguiram assistir, no interior da Casa do Povo de Milfontes, e os que tiveram de ficar à porta, enchendo a rua, de um lado e de outro", disse Carlos Carvalho, porta-voz das comissões de pescadores lúdicos do Sudoeste Alentejano e da Costa Vicentina. O

s mariscadores da faixa costeira desde Sines a Sagres, organizados em mais de trinta comissões, consideram que a lei, que proíbe o recurso a utensílios na apanha de espécies como o perceve, lapa, ralo e polvo, "apresenta erros" e tem de ser "alterada".

O movimento, representativo dos interesses de mariscadores de 40 localidades alentejanas e algarvias, pede a alteração da portaria sobre as quantidades permitidas na apanha de marisco, assim como a proibição do recurso a utensílios na captura. "Ninguém se desloca à costa para apanhar meio quilo de perceves, ainda por cima sem utensílios fabricados para o efeito", garantem.

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