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Correio da Manhã

Economia
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Médicos do SNS obrigados a ‘safar’ Urgências dos hospitais

Previstas penalizações para os hospitais que falhem no pagamento das respetivas dívidas.
Francisca Genésio 17 de Dezembro de 2019 às 01:30
Marta Temido, ministra da Saúde
Marta Temido, ministra da Saúde FOTO: Lusa
Os médicos que trabalham nos cuidados intensivos e intermédios do SNS vão ser obrigados a fazer Urgência "sempre que tal seja indispensável para garantir a prestação ininterrupta de cuidados". Esta é uma das medidas previstas na versão preliminar do Orçamento para 2020.

A ministra da Saúde já tinha anunciado um reforço de 550 milhões de euros destinados à redução das dívidas em atraso e outro de 800 milhões para aumentar a capacidade de resposta do SNS através, por exemplo, da contratação de 8426 profissionais de Saúde.

Os salários dos novos funcionários serão, no entanto, iguais ou inferiores aos dos que já trabalham nos estabelecimentos de Saúde. A admissão de profissionais com ordenados maiores fica pendente da autorização do Governo.

No próximo ano, os hospitais que não pagarem as respetivas dívidas poderão sofrer penalizações por parte do Ministério da Saúde. Também as empresas de dispositivos médicos que forneçam o SNS terão de pagar uma nova taxa.

Em 2020, serão reforçadas as vagas para atribuição de incentivos a clínicos que decidam ir para zonas do País com falta de médicos. Já os aposentados passam a poder trabalhar em juntas médicas. O Governo compromete-se, em 2020, a atribuir médico de família a todos os portugueses.
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