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Correio da Manhã

Economia
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Medidas de apoio a empresas e emprego mantêm-se "custe o que custar", garante ministro das Finanças

João Leão explicou ainda que o Governo vai rever défice em alta e alterar cenário para 2021.
Lusa 9 de Fevereiro de 2021 às 17:08
Ministro das Finanças , João Leão, poderá ter de rever estimativas para 2020, face a quarto trimestre difícil
Ministro das Finanças , João Leão, poderá ter de rever estimativas para 2020, face a quarto trimestre difícil FOTO: Duarte Roriz
O ministro de Estado e das Finanças, João Leão, disse hoje no parlamento que as medidas de apoio às empresas e ao emprego no âmbito da covid-19 se vão manter enquanto a pandemia durar, "custe o que custar".

"Do lado do Governo queremos deixar uma mensagem muito forte de apoio e compromisso às empresas e aos trabalhadores que veem a sua atividade condicionada pela pandemia: a garantia que as medidas de apoio às empresas e ao emprego - como o 'layoff' e outras - se vão manter enquanto durar a pandemia e a atividade económica estiver condicionada, custe o que custar", disse João Leão no parlamento.

O ministro, ouvido numa audição regimental da Comissão de Orçamento e Finanças (COF) do parlamento, disse ainda que as medidas extraordinárias de apoio às famílias também se vão manter enquanto durar a pandemia, advogando que não se pode "deixar ninguém para trás".

"Neste contexto exigente temos de evitar o perigo de se retirarem os apoios à economia demasiado cedo. Temos de ter margem para manter os apoios de emergência às empresas e às famílias enquanto a pandemia durar", disse anteriormente o ministro.

João Leão salientou que o Orçamento do Estado para 2021 (OE2021) tem "um 'mix' de combinação de políticas para as duas diferentes fases da pandemia e da economia".

O governante elencou medidas "para a fase de emergência e suporte", como "o 'lay-off', a nova prestação social, a prorrogação do subsídio de desemprego, as moratórias e os empréstimos com garantia do Estado" como medidas que se têm adaptado ao longo da crise associada à pandemia de covid-19.

João Leão falou ainda de "um conjunto de medidas para a fase de relançamento da economia, como o investimento público superior a 23%", o "aumento da liquidez das famílias pela via da diminuição das retenções na fonte do IRS", "a descida dos impostos pela via do IVA da eletricidade", que, segundo o ministro, são medidas que totalizam 500 milhões de euros.

Governo vai rever défice em alta e alterar cenário para 2021
O ministro das Finanças, João Leão, disse no parlamento que o Governo terá de "rever significativamente o cenário macroeconómico para 2021 e de rever em alta o défice orçamental", face à evolução da pandemia de covid-19.

"A evolução da pandemia conduziu a medidas de confinamento que vão ter um impacto significativo, em particular nos setores mais afetados pela necessidade de distanciamento social", disse o ministro de Estado e das Finanças hoje numa audição regimental na Comissão de Orçamento e Finanças (COF) da Assembleia da República.

De acordo com o governante, "tal implica que no Programa de Estabilidade teremos de rever significativamente o cenário macroeconómico para 2021 e teremos de rever em alta o défice orçamental para 2021".

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