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Correio da Manhã

Economia

Menos 3,1 milhões

O ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, afirmou ontem que o Produto Interno Bruto (PIB) deve crescer 1,5% este ano, menos 0,7 % do que a anterior estimativa do Governo, que apontava para um crescimento de 2,2%. Este erro de previsão significa menos 3,1 milhões de euros por dia .
16 de Maio de 2008 às 00:30
Fernando Teixeira dos Santos manifestou-se confiante na “capacidade de reacção da economia portuguesa”
Fernando Teixeira dos Santos manifestou-se confiante na “capacidade de reacção da economia portuguesa” FOTO: Miguel Vidal/Reuters

Esta revisão em baixa foi anunciada pelo titular da pasta das Finanças após o Instituto Nacional de Estatística divulgar que a nossa actividade económica progrediu 0,9 por cento nos primeiros três meses de 2008. Recorde-se que, no último trimestre do ano passado, se registara a expansão de 1,8 por cento do PIB português. Ou seja: houve um forte abrandamento.

Segundo Fernando Teixeira dos Santos, 'a previsão de crescimento de 1,5% em 2008 e de dois por cento em 2009 assenta na nossa convicção de que a economia portuguesa continuará a revelar capacidade de reacção, nomeadamente, no sector empresarial'.

Em 2007, o PIB português cresceu 1,9%, para 163 mil milhões de euros. Este ano, se o crescimento fosse de 2,2%, a riqueza gerada em Portugal aumentaria 9,8 milhões de euros diariamente. Com a revisão em baixa para 1,5 por cento, essa riqueza expandir--se-á em cerca de 6,7 milhões de euros por dia. Isto é: menos 3,1 milhões de euros diariamente.

Quanto à inflação, desceu para 2,5% no mês passado, comparando com Abril de 2007.

ALERTA DE CAVACO

'São números desfavoráveis', afirmou o Presidente da República. Cavaco Silva recordou que, 'neste momento, a atenção tem de ser dada de forma particular para aqueles que perdem o emprego e que têm mais dificuldades para, em relação ao aumento dos preços dos produtos alimentares, assegurar uma alimentação condigna'.

O Chefe de Estado frisou que 'é preciso um olhar especial para aqueles que, na nossa sociedade, estão a ser atingidos de forma particular por esta crise económica, que, vindo do exterior, também está a afectar-nos'. Acrescentou que 'não podemos parar o esforço de modernização da economia portuguesa'. n

SÓCRATES APOSTA NAS EXPORTAÇÕES

O primeiro-ministro garantiu ontem que 'o Governo está preparado para indicar sinais de confiança ao País' e avançou mesmo com as receitas para vencer o abrandamento da economia portuguesa no primeiro trimestre deste ano. Para Sócrates, a solução passa por 'reforçar a aposta nas exportações e no investimento'.

No final da missão empresarial à Venezuela, o chefe do Governo disse-se satisfeito com a inflação, que desceu para 2,5%. Como 'a crise orçamental está resolvida, e bem resolvida, mantemos a mesma meta para o défice orçamental em 2008', afirmou.

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