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Correio da Manhã

Economia
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Merkel elogia "amplo consenso" e descida do défice em Portugal

Angela Merkel afirmou que Portugal "se pode basear num amplo consenso para prosseguir as necessárias medidas de reforma e consolidação", considerando "muito encorajadores" as previsões sobre o défice orçamental português, que deverá ficar abaixo dos 4,5 por cento em 2011.

14 de Dezembro de 2011 às 14:21
Merkel elogia a austeridade de Portugal
Merkel elogia a austeridade de Portugal FOTO: d.r.

A chanceler alemã acrescentou que não só em Portugal, mas também em outros países da Zona Euro afectados pela crise, os programas de austeridade que estão a ser implementados "exigem muito das pessoas", e por isso elas merecem todo o respeito".

Merkel, que discursava no parlamento para apresentar os resultados da cimeira europeia da semana passada, saudou a decisão tomada em Bruxelas por 26 dos 27 países da União Europeia - a excepção foi Londres - de criar uma união fiscal e de estabilidade, considerando-as "irreversíveis".

"Agora já não falamos apenas na união fiscal, começamos a criá-la", acrescentou.

A chanceler aludiu ainda ao facto de a Grã-Bretanha ter decidido não seguir o mesmo caminho, sublinhando que, apesar disso, os outros países "não podiam ficar a operar sem fazer nada, o que se ria irresponsável".

Mais adiante, Merkel lembrou, porém, que qualquer país membro poderá juntar-se ao novo tratado sobre a união fiscal, alimentando a decisão do governo conservador britânico.

"Lamento que a Grã-Bretanha não tenha querido juntar-se a nós no mesmo caminho, mas está fora de dúvidas que a Grã-Bretanha é um importante parceiro na União Europeia", acrescentou.

Merkel voltou depois a dizer que a crise das dívidas soberanas que assola a zona euro "não se pode superar num ápice".

Porém, acrescentou a líder democrata-cristã, se os Estados membros não se deixarem desencorajar pelos desaires que necessariamente ainda surgirão, "a Europa saíra mais forte da crise do que entrou", vaticinou.

A nova Europa será baseada, disse ainda, no equilíbrio entre a responsabilidade nacional dos respetivos Estados-membros e a solidariedade europeia, "e quem assumir as suas responsabilidades poderá contar com essa solidariedade", garantiu a chefe do governo do maior país da União.

Merkel voltou ainda a pronunciar-se contra os "eurobonds", obrigações conjuntas da dívida pública a nível da zona euro, que "não são a solução adequada" para superar a crise, referiu.

Defendeu, porém, que a união política que será criada para complementar a união económica e monetária também tem de incluir o crescimento económico, para criar mais postos de trabalho.

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