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Correio da Manhã

Economia

Metro do Mondego gasta meio milhão

O Metro do Mondego conta com sete administradores, três executivos e quatro não executivos, num universo de 12 trabalhadores que representam gastos de mais de meio milhão de euros. No total, os gestores custam anualmente mais de 240 mil euros, entre salários e outras regalias, de acordo com as declarações da empresa junto da Direcção-Geral de Tesouro e Finanças relativas a 2009.
17 de Janeiro de 2011 às 00:30
Ministério das Obras Públicas e autarcas de Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã encontram-se dia 2
Ministério das Obras Públicas e autarcas de Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã encontram-se dia 2 FOTO: Paulo Novais/Lusa

Os custos de manutenção deste quadro de gestores são uma das razões invocadas pelo Ministério das Obras Públicas para extinguir a sociedade, para além das questões que se prendem com o défice previsto da operação. Recorde-se que mal foi conhecida a intenção de extinção da sociedade, e a sua integração na Refer (a gestora da rede ferroviária), o presidente da empresa, Álvaro Seco, demitiu-se.

Entretanto, já no início deste ano, começaram as negociações entre o ministério e os autarcas de Miranda do Corvo, Coimbra e Lousã no sentido de reavaliar o projecto e encontrar alternativas. Uma nova reunião foi já marcada para o próximo dia 2 de Fevereiro.

Para o ministério liderado por António Mendonça "não faz sentido, no quadro actual, manter a Metro do Mondego, SA". Segundo os cálculos efectuados, o Metro do Mondego tal como está planeado apresentará um défice anual de 38 milhões de euros. Para demonstrar a sua posição, o ministério refere que o ramal da Lousã, em 2009, transportou apenas 1,1 milhões de passageiros, quando deveria transportar 16 milhões de passageiros para ser sustentável.

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