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Correio da Manhã

Economia

Metro do Porto com prejuízos de quase 400 milhões

A Metro do Porto, SA encerrou o ano de 2011 com um resultado líquido negativo de 397 milhões de euros, de acordo com o relatório e contas da empresa, aprovado esta quinta-feira em assembleia-geral.
29 de Março de 2012 às 12:38
Apesar do resultado negativo, a Metro do Porto registou no ano passado um crescimento da procura de 4,1 por cento, com um total de mais de 55,7 milhões de passageiros transportados
Apesar do resultado negativo, a Metro do Porto registou no ano passado um crescimento da procura de 4,1 por cento, com um total de mais de 55,7 milhões de passageiros transportados FOTO: Natália Ferraz

Estes números representam um agravamento da situação financeira da empresa de 12,7 por cento face a 2010.

Apesar do resultado negativo, a Metro do Porto registou no ano passado um crescimento da procura de 4,1 por cento, com um total de mais de 55,7 milhões de passageiros transportados.

Este crescimento contribuiu para um aumento da receita de 14,1 por cento face ao ano anterior.

Na mensagem que deixa no relatório, o presidente do conselho de administração da empresa, Ricardo Fonseca, considera que "os resultados são francamente negativos", afirmando que "o desajustado modelo de financiamento do projecto Metro do Porto está na origem dos 136,6 milhões de euros suportados neste exercício como 'juros e gastos similares'".

As despesas com "reduções de justo valor dos instrumentos financeiros derivados" e "provisões", que representaram mais de 135 milhões de euros e perto de 55 milhões de euros, respectivamente, justificam ainda, em grande medida, o agravamento da situação financeira em 2011.

Além do aumento da procura em 2011, a Metro verificou uma redução de 5,8 por cento nos custos directos da operação.

No ano passado, a taxa de cobertura (rácio entre as receitas de bilheteira e custos directos de exploração da rede) atingiu os 88,7 por cento, representando um aumento de 35 pontos percentuais desde 2007, afirma ainda Ricardo Fonseca.

 


O presidente do Conselho de Administração da empresa lembra que "a gestão conjunta da Metro e da Sociedade dos Transportes Colectivos do Porto (STCP), prevista no Plano Estratégico dos Transportes, e a entrada em funções da Autoridade Metropolitana de Transportes do Porto, assinalarão o início de um novo ciclo na história dos transportes urbanos de passageiros na Área Metropolitana do Porto (AMP)".

Afirmando que o mandato da actual administração já terminou em Dezembro de 2010 e "sendo certa uma mudança no modelo de governo das empresas de transporte na AMP", o administrador frisa que a "empresa tem um saber acumulado" que deve ser aproveitado no futuro, após a sua saída.

Ricardo Fonseca conclui que nem sempre foi fácil o caminho seguido para conseguir consenso, mas certo é que a segunda fase de expansão da rede "tem um projecto consolidado".

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