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Correio da Manhã

Economia
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Mexia diz que EDP não recebeu rendas excessivas e diz-se "tranquilo" com investigação

O presidente da eléctrica sublinhou a "total disponibilidade da EDP para clarificar" os polémicos contratos CMEC.
2 de Maio de 2018 às 12:12
António Mexia
António Mexia
António Mexia
António Mexia e Manuel Pinho
António Mexia
António Mexia
António Mexia
António Mexia e Manuel Pinho
António Mexia
António Mexia
António Mexia
António Mexia e Manuel Pinho
António Mexia voltou a rejeitar que existam rendas excessivas na energia. O presidente da EDP não quis falar sobre o processo onde é arguido, a par de Manuel Pinho e de Ricardo Salgado, mas diz estar "tranquilo", avança o Jornal de Negócios.

"Quero sublinhar a total disponibilidade da EDP para clarificar um assunto que queremos ver verdadeiramente clarificado", disse o gestor esta quarta-feira, 2 de Maio.

O Ministério Público está actualmente a investigar a criação dos contratos CMEC (Custos para a Manutenção do Equilíbrio Contratual) da EDP, que foram criados em 2004 durante o Governo de Santana Lopes, mas que entraram em vigor em 2007 durante o Governo de José Sócrates.

O presidente da EDP destacou que as "avaliações anuais da ERSE [regulador] sobre os CMEC [documento entregue recentemente no Parlamento] confirma mais uma vez a inexistência de rendas excessivas à luz do decreto lei de 2004, que foi aprovado por Bruxelas e pela Assembleia da República", destacou em declarações aos jornalistas à margem de uma conferência em Lisboa.

Questionado sobre a investigação aos contratos CMEC da EDP, António Mexia limitou-se a dizer que está tranquilo. "Estou perfeitamente tranquilo sobre o assunto, não falo sobre o processo", adiantou.

Sobre o corte de 100 milhões aprovado pelo Governo aos contratos CMEC da EDP para o período 2017-2027, o gestor reforçou a sua mensagem. "A questão essencial é que não existem rendas excessivas à luz do decreto-lei 240/2004 aprovado na Assembleia da República".

O líder da eléctrica recusou fazer mais comentários sobre este corte, por a EDP ainda não ter tido acesso ao despacho de homologação do Governo e rejeitou adiantar se a empresa vai avançar para tribunal contra o Governo devido a este corte.

(Notícia em actualização)
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