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Correio da Manhã

Economia
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Mexia diz que lucros da EDP “globalmente são bons”

O presidente da EDP, António Mexia, defendeu esta terça-feira que os resultados da eléctrica nos primeiros nove meses do ano revelam "resiliência", considerando que "globalmente são bons no actual contexto macroeconómico muito difícil".
6 de Novembro de 2012 às 19:38
Mexia comentou resultados da EDP nos primeiros nove meses do ano
Mexia comentou resultados da EDP nos primeiros nove meses do ano FOTO: Bruno Simão/Jornal de Negócios

"Há uma palavra que caracteriza bem os resultados dos primeiros nove meses da EDP que é resiliência, num contexto macroeconómico muito difícil nos mercados e de destruição da procura de energia, ou seja, de recessão", declarou António Mexia, no dia em que a eléctrica divulgou os resultados dos primeiros nove meses do ano.

O resultado líquido da EDP atribuível a accionistas atingiu os 795 milhões de euros até Setembro, uma queda de 3,5% face igual período de 2011.

No comentário na página da Internet da EDP, António Mexia realçou a venda de activos de transporte de gás em Espanha, uma operação realizada em Julho, que permitiu encaixar 262,5 milhões de euros, bem como a venda anunciada hoje pela EDP Renováveis de uma participação accionista em quatro parques eólicos nos Estados Unidos, no valor de cerca de 180 milhões de euros.

"Tudo isto demonstra a nossa determinação no desinvestimento, que terá um impacto na redução da dívida", declarou.

Na mesma declaração, o gestor realçou o financiamento obtido nos "últimos três meses" de mais de 2,6 mil milhões de euros, o que "alterou significativamente a posição de liquidez" da empresa.

O resultado antes de juros, impostos, amortizações e depreciações (EBITDA) diminuiu 1,2%, para 2.742 milhões de euros, reflectindo "um forte acréscimo na actividade eólica e uma queda no EBITDA do Brasil, essencialmente motivada por itens não recorrentes".

Até Setembro, o EBIT (resultado operacional) recuou 2%, para 1.679 milhões de euros, suportado por amortizações líquidas estáveis em resultado da extensão da vida útil dos parques eólicos, por um lado, e do comissionamento de novos investimentos, por outro, explicou a empresa liderada por António Mexia.

A dívida líquida da EDP aumentou 7,7%, mais 1,3 mil milhões de euros, para 18,2 mil milhões de euros em Setembro, influenciada por mil milhões de recebimentos futuros relacionados com actividades reguladas, designadamente em Portugal, e 800 mil euros de investimento em nova capacidade eólica, no Brasil, e hídrica, em Portugal, e de 700 mil euros de dividendos pagos aos accionistas da EDP.

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