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Correio da Manhã

Economia
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Miguel Relvas: Grécia "deve seguir o caminho" de Portugal

O ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, defendeu, em entrevista ao jornal espanhol ABC, que a Grécia "deve seguir o caminho" de Portugal e Irlanda, que "aplicaram as políticas correctas no momento adequado".

14 de Fevereiro de 2012 às 08:23
O ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, defendeu que a Grécia "deve seguir o caminho" de Portugal e Irlanda
O ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, defendeu que a Grécia 'deve seguir o caminho' de Portugal e Irlanda FOTO: Lusa

Para Miguel Relvas, a Grécia "não pode fazer exames e não ter resultados positivos".

O ministro comparou Portugal à Irlanda, "dois casos de sucesso porque aplicaram as políticas correctas no momento adequado".

Na entrevista ao ABC publicada esta terça-feira, Miguel Relvas frisou que, para Portugal, "é muito importante que Espanha supere a difícil situação" económica, uma vez que 25 por cento do que o país produz é exportado para o mercado espanhol.

"Uma Espanha forte significa também um Portugal forte. A partir de Espanha, chegamos à Europa", assinalou o ministro dos Assuntos Parlamentares.

Além de Espanha, Miguel Relvas destacou ainda a importância de novos mercados, como Angola, Brasil e China, para o reforço da economia portuguesa.

"Angola e Brasil, e agora China, são mercados muito importantes para o nosso país. Há que manter os que temos, mas, para crescer, faz falta investir em novos mercados", disse.

Nas declarações ao diário espanhol, o ministro dos Assuntos Parlamentares considerou que Portugal "começa a ter um rumo", já que são notórios alguns "resultados da política de consolidação", e assumiu que uma das medidas de austeridade mais difíceis de aplicar foi a redução em 50 por cento do subsídio de Natal, em 2011, e o corte dos subsídios de férias e de Natal, em 2012.

Corroborando o primeiro-ministro, Miguel Relvas assegurou que o programa de assistência financeira da 'troika' internacional a Portugal "estará concluído" em Setembro de 2013.

"Não queremos nem mais tempo nem mais dinheiro", declarou, justificando as medidas de austeridade com a irresponsabilidade, o engano e a desilusão do Governo anterior socialista de José Sócrates.

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