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Correio da Manhã

Economia
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Ministro abre a porta a privados

A reforma da Segurança Social prevê a participação de entidades privadas e mutualistas, adiantou o ministro da Segurança Social. Pedro Mota Soares falava esta manhã no Fórum promovido pelo Correio da Manhã.
14 de Dezembro de 2011 às 13:30
Pedro Mota Soares diz que quer discutir diferentes temáticas relacionadas com as pensões
Pedro Mota Soares diz que quer discutir diferentes temáticas relacionadas com as pensões FOTO: Sérgio Lemos

Segundo o ministro, a reforma prevê o estabelecimento de 'plafonds' nas deduções, mas também nos pagamentos - cujo tecto se escusou a sugerir -, abrindo espaço à participação no sistema a operadores não públicos. Segundo Mota Soares, a reforma  é "dirigida aos trabalhadores que entraram há pouco tempo no mercado de trabalho ou àqueles que vão entrar no mercado de trabalho", frisou. 

Quanto aos trabalhadores com carreiras contributivas longas, o ministro defendeu que devem ficar de fora das reformas, pois "já não têm tempo" para alterar o perfil de contribuições, explicou.

A reforma da Segurança Social prevê também a liberdade de escolha quanto ao sistema - público ou privado -, que terá que ser "expressa", segundo o governante. "O ponto da liberdade de escolha deve ser absolutamente essencial", afirmou. Os trabalhadores deverão assim manifestar expressamente a vontade de opção pela alternativa pública ou por um sistema misto de Segurança Social, disse.

Outro dos temas abordado pelo ministro da Segurança Social foi o limite às pensões de reforma, que Mota Soares justificou com a necessidade de "libertar o Estado de pagar pensões extremamente elevadas". A partir de determinados valores, estas pensões devem deixar de ser "responsabilidade  do Estado, elas são gestão de poupanças", acrescentou o ministro. No entanto, considerou que seria "extremamente reduzido" limitar a três salários mínimos as pensões mais altas.

"Sei que há pessoas no passado, até da área do partido Socialista, que defenderam por exemplo três salários mínimos. Como sabem é um limite bastante baixo. Pessoalmente, no passado, nunca defendi um limite como esse. Parece-me que um limite como esse é extremamente reduzido. Mas quem o defendeu foram pessoas até da área do PS", afirmou Mota Soares, à margem do Fórum Poupança, Pensões e Reformas, organizado pelo jornal Correio da Manhã.

 

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