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Correio da Manhã

Economia
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Moody’s sobe rating de Portugal três anos depois

A agência de notação financeira elevou a classificação da dívida soberana de Portugal, que fica agora igual à que é atribuída pela Fitch e pela S&P.
17 de Setembro de 2021 às 22:13
Portugal bandeira
Portugal bandeira

A Moody’s reviu em alta o rating da República Portuguesa, colocando-o no penúltimo grau da categoria de investimento de qualidade (ou seja, dois níveis acima de "lixo"), em Baa2.

Foi em outubro de 2018 que a agência retirou Portugal da categoria de investimento especulativo e desde há muito que se esperava um "upgrade", já que o "outlook" (perspetiva para a evolução da qualidade do crédito) era 'positivo' desde agosto de 2019. Aconteceu esta sexta-feira, com a classificação da dívida soberana de longo prazo a ficar no mesmo patamar que a da Fitch e Standard & Poor's.

Já o "outlook" foi revisto em baixa, de 'positivo' para 'estável', equiparando-se agora à perspetiva das restantes agências cujos "ratings" são aceites pelo BCE para avaliar a elegibilidade de uma dívida soberana para o seu programa de compra de ativos (Fitch, S&P e DBRS).

Um dos principais gatilhos para esta subida da classificação soberana é a expectativa da Moody’s de que "Portugal verá melhorias nas perspetivas de crescimento de longo prazo devido à utilização dos fundos comunitários ‘Next Generation EU’ [a iniciativa europeia criada para responder às consequências da pandemia de covid-19] e à implementação de reformas estruturais", salienta a agência no seu relatório emitido esta noite.

O outro "trigger" está na confiança da Moody’s de que "o encargo da dívida de Portugal irá diminuir nos próximos anos, fruto de um crescimento económico mais robusto e da melhoria na eficácia das suas tomadas de decisão em matéria orçamental".

Quanto à perspetiva ‘estável’, a Moody’s diz que esta contrabalança, por um lado, as fortes instituições e ‘governance’ de Portugal, a sua economia relativamente diversificada e os elevados níveis de riqueza quando se compara o país com os seus pares do patamar Baa3, e, por outro lado, os persistentes desequilíbrios macroeconómicos – que incluem um alto endividamento dos setores público e privado e uma situação negativa de investimento internacional – e as persistentes debilidades do setor bancário.



(notícia em atualização)

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