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Correio da Manhã

Economia
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Mudanças no BPI abrem portas a catalães

Banco vende 2% do BFA a Isabel dos Santos em troca de desblindagem dos estatutos.
Aureliana Gomes e Pedro H. Gonçalves 22 de Setembro de 2016 às 08:37
Fernando Ulrich e Artur Santos Silva, que disse ser "um grande dia" para o BPI
Fernando Ulrich e Artur Santos Silva, que disse ser 'um grande dia' para o BPI FOTO: José Coelho/Lusa
Tudo muda no BPI: o banco cede a Isabel dos Santos, que se torna líder do Banco de Fomento de Angola (BFA), em troca do voto favorável da empresária na desblindagem dos estatutos, ontem aprovada. Passo que permite ao CaixaBank avançar com a OPA sobre o BPI. Os catalães ofereciam 1,113 euros mas esse valor subiu para os 1,134 euros.

No espaço de 48 horas fica praticamente resolvido o impasse de dois anos entre BPI e Isabel dos Santos. O banco de Ulrich propõe vender 2% do BFA à Unitel, cedendo o controlo à angolana, que paga, em troca, 28 milhões ao banco português.

O BPI exige ainda 66 milhões em dividendos devidos de 2014 e 2015 e 30 milhões de dólares relativo a um acordo entre as partes. Em troca, Isabel dos Santos, que detém 18,6% do BPI, aceitou a desblindagem – absteve-se – e o banco resolve o problema com o BCE da exposição a Angola.

Isabel dos Santos deverá também acertar a oferta do CaixaBank na OPA e sair do capital do banco português, admitem fontes do setor financeiro. Ganhando o controlo do BFA, a empresária "não terá interesse em ficar no BPI".

Com a desblindagem aprovada, a OPA do CaixaBank tornou-se obrigatória sobre 100% do banco. A oferta pelo BPI até agora tinha sido de 1,113 euros mas este valor foi revisto para os 1,134 euros.
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