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Correio da Manhã

Economia
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MULHERES SINDICALISTAS EM MINORIA

Nem só nas empresas as mulheres estão em minoria nos cargos superiores. Também nas duas centrais sindicais do País - UGT e CGTP - esse fenómeno é uma realidade. Aliás, tanto numa como noutra, o secretário-geral é do sexo masculino.
20 de Agosto de 2002 às 21:29
Dos 4350 dirigentes eleitos no último congresso para os corpos gerentes dos 107 sindicatos filiados na CGTP, 1.057 são mulheres, ou seja, apenas 24,5 por cento dos cargos estão entregues a sindicalistas do sexo feminino. No que respeita às direcções e secretariados regionais e locais da intersindical de Manuel Carvalho da Silva, verifica-se um maior equilíbrio mas, mesmo assim, as mulheres continuam em minoria, representando 45 por cento do total.

Por sua vez, na UGT, onde estão filiados duas federações e 56 sindicatos, enquanto o secretário-geral é um homem - João Proença - a presidência está a cargo de Manuela Teixeira, igualmente presidente da Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE).

Do total de estruturas filiadas nesta central sindical, ou seja, 58, apenas em sete os líderes são mulheres. São eles os sindicatos de Seguros e Afins, do Pessoal de Voo da Aviação Civil, dos trabalhadores domésticos, dos Professores, da Educação, dos Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica e das Actividades Turísticas.

Quanto aos órgãos máximos da UGT, na comissão permanente têm assento quatro mulheres, sendo uma delas a responsável pelo departamento de juventude (Cristina Damião) e outra pelo das mulheres (Alice Martins).

O secretariado nacional é composto por 75 elementos da UGT, dos quais 12 são do sexo feminino. No entanto, as sete dirigentes sindicais das estruturas atrás referidas têm assento no secretariado nacional da central sindical de João Proença.
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