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Correio da Manhã

Economia
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Mulheres despedidas por comunicado

As 50 trabalhadoras da empresa têxtil Anjal, em Mangualde, depararam-se ontem, quando se preparavam para começar mais um dia de trabalho, com um comunicado afixado na porta da fábrica informando-as de que “a empresa cessava a actividade para se apresentar à insolvência.”
15 de Dezembro de 2007 às 00:00
As funcionárias, algumas com 20 anos de casa, só tiveram autorização para ir aos cacifos recolher os seus bens pessoais. Além de terem ficado “incrédulas” com o fecho da fábrica, as mulheres estão “revoltadas” pelo facto de a administração ter pedido a comparência da GNR.
“Não somos bandidos e merecíamos mais respeito”, disse Maria da Fonseca, de 50 anos, que agora não sabe “o que vai ser” a sua vida. Segundo as funcionárias, a saúde financeira da empresa “já não estava famosa há muitos meses”, mas nunca pensaram “ser despedidas por comunicado.” Carlos João, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores Têxteis da Beira Alta, diz que o comunicado é “vergonhoso e mentiroso” e que os trabalhadores só recebiam os salários “após ameaças de greve.” Os trabalhadores têm dois meses de salários em atraso.
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