Barra Cofina

Correio da Manhã

Economia
2

MULHERES DOMINAM FRANCHISING

Mais de metade das oito mil lojas de ‘franchising’, um sistema de negócio assente em regras específicas definidas pela casa-mãe, existentes em Portugal são dominadas por mulheres. Para uma economia como a portuguesa, onde a mulher empresária é ainda hoje uma raridade, o predomínio das mulheres neste negócio não deixa de ser surpreendente, dado o tradicional peso dos homens na liderança das empresas.
18 de Maio de 2003 às 00:02
O franchising revela dinamismo em Portugal
O franchising revela dinamismo em Portugal FOTO: Tiago Sousa Dias
A presença das mulheres no ‘franchising’ assume uma acção dinâmica, até porque “são mesmo elas que lideram o negócio”, frisa Eduardo Miranda, director-geral do Instituto de Formação de Franchising, entidade que representa 85 por cento das 350 marcas representadas em Portugal.
Como não podia deixar de ser, o predomínio das mulheres neste negócio verifica-se “no comércio de roupa e acessórios de moda, nos serviços para crianças, nas clínicas de emagrecimento, de estética e de saúde”, explica o director-geral do Instituto de Informação de Franchising.
Para este responsável, a forte presença de mulheres empresárias no ‘franchising’ resulta da vocação natural do universo feminino para “os pequenos detalhes na área do comércio a retalho, que é fundamental para o sucesso do negócio”. Com empresárias de todas as idades, desde os vinte e poucos anos até uma idade superior a 40 anos, o que é surpreendente, segundo Eduardo Miranda é que “as mulheres com mais de 40 anos tem um maior desempenho empresarial do que homens de negócios com vinte anos de carreira”.
SEGMENTOS ATRAENTES
Os segmentos do ‘franchising’ que maior crescimento têm revelado nos últimos tempos são justamente os serviços de estética e de saúde e a prestação de serviços a empresas, como transporte de mercadorias, auditoria e consultoria. A adesão a estes segmentos de negócio explica-se pela simples razão de que “é onde se concentram mais oportunidades com mais baixos custos fixos”, afirma Eduardo Miranda.
Prova disso é que, para arrancar com um ‘franchising’ desta área de negócio, é suficiente um investimento inferior a 50 mil euros. Um número considerável dos segmentos do ‘franchising’ exige, aliás, um escasso investimento próprio: das 350 marcas representadas em Portugal, 50 delas exigem investimentos próprios inferiores a 25 mil euros.
Com 150 marcas representadas, a 8.ª edição da Expofranchising, uma montra que revela o dinamismo deste negócio, termina amanhã na Feira Industrial de Lisboa (FIL). O volume de vendas e o emprego desta actividade cresceram entre cinco e dez por cento em 2002.
As vendas ascenderam a 2600 milhões de euros. Cerca de 50 mil pessoas trabalham nesta actividade em Portugal.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)