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Correio da Manhã

Economia
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Multas dão 1,4 milhões à Carris

Nos primeiros seis meses de 2009, a Carris aplicou mais de dez mil multas a passageiros, a maior parte delas por falta de título de transporte, mostram dados da transportadora a que o CM teve acesso.
23 de Agosto de 2009 às 00:30
Para além das multas ao utentes da Carris, a empresa reforçou a vigilância nos corredores BUS
Para além das multas ao utentes da Carris, a empresa reforçou a vigilância nos corredores BUS FOTO: Vítor Mota

Cada coima aplicada pela ausência ou nulidade do bilhete custa ao passageiro entre 140 e 210 euros. Feitas as contas, a Carris arrecada assim pelo menos 1,4 milhões de euros com o valor das autuações aplicadas.

Os números da empresa de autocarros de Lisboa mostram ainda que a taxa de fraude detectada na rede da Carris durante o primeiro semestre do ano foi de 1,3%, um valor ligeiramente superior ao registado no mesmo período de 2008. Entre estas irregularidades está, por exemplo, a falsificação de bilhetes.

Além das multas dentro dos autocarros, a Carris reforçou também a fiscalização do uso indevido das faixas de bus e do estacionamento ilegal nas paragens da cidade. De Janeiro a Junho, a Polícia Municipal ao serviço do programa ‘Vigilantes’ da Carris desencadeou 4900 multas, das quais 2300 foram por estacionamento nas paragens e 1800 por estacionamentos em locais proibidos que dificultavam a circulação dos autocarros e eléctricos. Houve ainda 200 casos de autuações por circulação indevida nos corredores dos transportes públicos.

O programa ‘Vigilantes’ foi criado em 2004. A fiscalização é feita em pequenas viaturas Smart.

ELÉCTRICOS SAEM PENALIZADOS

Os eléctricos são os meios de transporte público mais penalizados por estacionamentos indevidos. Segundo os dados divulgados pela Carris, no primeiro semestre de 2009, houve 658 casos de interrupções de circulação de autocarros e eléctricos por causa de automóveis mal estacionados. Isto representou 427 horas de interrupção na circulação que desencadeou atrasos nos normais horários das carreiras. Ainda assim, segundo a empresa, houve uma redução de 10% face ao ano anterior.

E, se nos autocarros, a solução da Carris passa por desviar o trajecto das carreiras, no caso dos eléctricos, a tarefa torna-se impossível. O resultado é óbvio: formam-se comboios de eléctricos que a Carris admite serem "incompreensíveis para o cidadão". Por isto, mais de um terço das viaturas foi rebocada.

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