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“Ninguém ficará desprotegido”

Edmundo Martinho Pres. do ISS sobre crise económica

27 de agosto de 2009 às 00:30

Correio da Manhã – As instituições de apoio receiam que em Setembro, por causa do fim de algumas prestações sociais, os portugueses sofram um agravamento da crise. Partilha este receio?

Edmundo Martinho – Não com a mesma intensidade.

– Porquê?

– Porque esta questão foi antecipada com a criação de um conjunto de medidas.

– Pode especificar?

– Sim. O alargamento do subsídio especial de desemprego, bem como a agilização das condições de acesso ao mesmo. Ninguém ficará desprotegido. Poderá ocorrer a redução de rendimentos, mas não a perda total dos mesmos.

– Então a Segurança Social está preparada para esta situação?

– Sim. Há outros instrumentos de apoio como o rendimento social de inserção. As instruções são para que, quatro meses antes do fim do subsídio, os serviços do Instituto de Emprego, em colaboração com a Segurança Social e a pessoa, avaliem a situação para que o rendimento não seja interrompido. Pode passar por encontrar um emprego ou pelo alargamento do período do subsídio de desemprego.

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