Barra Cofina

Correio da Manhã

Economia
1

NO POUPAR ESTÁ A PERDA

Os certificados de aforro e os depósitos bancários a prazo são os produtos de poupança mais utilizados pelos portugueses.
12 de Maio de 2003 às 00:00
No entanto, com as taxas de juro a níveis muito baixos, a banca é boa pelo que nos cobra do crédito à habitação. Já é má ao remunerar-nos o dinheiro que lá depositamos.
A DECO PROTESTE lembra que “a taxa média dos depósitos a um ano é de 1,3 por cento. Quanto aos certificados de aforro, a taxa de base líquida desceu para 1,8 por cento há mais de um mês.
Ora “a inflação prevista pela Comissão Europeia é de 3,2 por cento” para Portugal no corrente ano. “Garantida está – frisa a organização de defesa dos consumidores – a perda real das poupanças!”
Nos depósitos bancários, a DECO PROTESTE chama a atenção para o “net prazo”, do Banco Nacional de Crédito, o qual remunera à taxa euribor mais a percentagem bruta de 0,5 (2,5 por cento este mês). Também o Bigonline, do Banco de Investimento Global, tem depósitos indexados à euribor. O “superdepósito” da instituição financeira presidida por Carlos Rodrigues, conforme noticiámos no passado dia 4, proporciona o rendimento de três por cento para o saldo até cinco mil euros; o restante é pago à taxa euribor a três meses.
Na banca tradicional, a DECO PROTESTE apurou que o BNC, através do “imoprazo”, remunera a 2,3 por cento líquidos para uma verba superior a cinco mil euros. E a “conta MG 24”, do Montepio Geral, permite um ganho líquido de dois por cento.
Mais vale pouco que nada. Mas quando a inflação leva tudo...
A DECO PROTESTE lembra que, nesta fase desoladora, “as instituições financeiras aproveitam para lançar produtos estruturados de taxa fixa ou indexada a taxas de mercado e até à inflação.”
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)