Barra Cofina

Correio da Manhã

Economia
1

Nobel diz que taxa de juro conseguida foi "pouco menos que ruinosa"

O Prémio Nobel da Economia Paul Krugman considerou ontem a taxa de juro do leilão da dívida pública portuguesa a dez anos “pouco menos que ruinosa”, alertando que “mais sucessos [destes] e a periferia europeia será destruída”.
13 de Janeiro de 2011 às 12:01
Paul Krugman ganhou Nobel da Economia em 2008
Paul Krugman ganhou Nobel da Economia em 2008 FOTO: d.r.

Na quarta-feira, Portugal conseguiu colocar a quase totalidade dos 1250 milhões de euros em dívida a dez anos, com o juro a baixar para os 6,7 por cento e a procura a aumentar.

 

A colocação da dívida acalmou os receios em torno das actuais dificuldades de alguns países periféricos europeus e deram-se sinais de optimismo nas principais praças mundiais.

 

O primeiro-ministro, José Sócrates, considerou a operação "um sucesso", mas no seu comentário no diário norte-americano The New York Times, Krugman afirma que "considerar um sucesso a capacidade  de Portugal colocar obrigações a dez anos a uma taxa de juro de 'apenas'  6,7 por cento diz alguma coisa do profundo desespero da situação europeia".

 

Esta foi a primeira colocação portuguesa de obrigações do Tesouro a  cinco e dez anos desde que a Irlanda recebeu auxílio internacional.

 

O comentário de Paul Krugman, professor universitário, que consquistou o prémio Nobel da Economia em 2008, pode ser lido no The New York Times.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)