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Correio da Manhã

Economia
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Nova taxa terá impacto em preços de combustíveis

A Galp Energia está preocupada com a nova legislação da União Europeia (UE) sobre a criação de uma taxa de CO2 às refinarias, uma situação que Ferreira de Oliveira considera "absurda" e que terá impacto nos preços dos combustíveis. 
27 de Maio de 2013 às 14:58

O presidente da Galp, que falava aos jornalistas à margem da conferência 'Indústria Petrolífera: Realidade e Desafios', organizada pela Apetro e Diário Económico, disse que o pacote legislativo que a União Europeia está a preparar-se para aprovar "é difícil de entender no contexto atual em que a Europa vive" e que "não tem sentido porque penaliza as exportações".

Para Manuel Ferreira de Oliveira, ao aplicar a taxa de CO2 à produção na Europa, a União Europeia não a aplica a produtos petrolíferos importados "e penaliza produtos petrolíferos exportados".

"É absurdo, simplemente absurdo", afirmou, dando um exemplo: "Um gasóleo produzido na Europa está sujeito a uma taxa de CO2, mas se for produzido fora da Europa e consumido na Europa, não paga essa taxa", o que vai contra a intenção de iniciar "um processo de industrialização" no continente.

Considera também que este pacote legislativo "não tem sentido porque penaliza as exportações e facilita as importações", pelo que "se a Europa entender que é fundamental aplicar uma taxa de CO2 aos hidrocarbonetos e se entende que é politicamente desejável, tem que aplicar ao consumo e não à produção".

A Galp acabou recentemente de investir cerca de 1,4 mil milhões de euros nas refinarias de Sines e Matosinhos com a intenção de tornar Portugal autossuficiente em gasóleo e exportar mais para o resto do mundo.

Relativamente às nove concessões ganhas recentemente no leilão realizado no Brasil, o presidente executivo da Galp não exclui uma nova parceria com os chineses da Sinopec, mas considera que "o futuro a Deus pertence".

"Licitamos porque entendemos que era necessário aumentar a nossa exposição ao Brasil", adiantou, acrescentando que este esforço da petrolífera portuguesa corresponde "ao que foi feito no fim da década de 90, princípios da década 2000", estando-se a preparar a empresa para o pós-2020.

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