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Correio da Manhã

Economia
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Novas regras não travam corte de 38,5% na pensão

Redução de 0,5% por mês de antecipação penaliza reforma.
Diana Ramos 28 de Junho de 2019 às 08:58
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O Governo aprovou esta quinta-feira em Conselho de Ministros o diploma que alarga à Função Pública o novo regime de pensão antecipada para quem aos 60 anos de idade tem 40 anos de descontos.

Contudo, a Federação Sindical da Administração Pública (FESAP), afeta à UGT, alerta que as mudanças não evitam um corte de 38,5% no valor da reforma recebida.

Em comunicado, a FESAP sublinha que "não pode deixar de frisar que se mantém a penalização de 0,5% por cada mês de antecipação face à idade legal de reforma, que se situa atualmente nos 66 anos e 5 meses de idade".

Ou seja, "um trabalhador que se aposente com 60 anos e 40 anos de serviço verá a sua pensão ser diminuída em 38,5%", apesar de ser eliminado o corte do fator de sustentabilidade, que aplica à cabeça uma redução de 14,7%.

Para José Abraão, líder da FESAP, "é uma medida importante, mas só de um ponto de vista", já que "abrange poucas pessoas".

Ao CM, o dirigente frisa que o corte maior na reforma antecipada se mantém, já que a penalização mensal ficou inalterada e não foi reposta a bonificação eliminada no período da troika.
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