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Correio da Manhã

Economia
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Novo Banco paga 1,2 salários/ano

Stock da Cunha é ouvido esta terça-feira pelos deputados.
Diana Ramos 29 de Março de 2016 às 17:06
Presidente executivo do Novo Banco, Stock da Cunha (à dir.) foi chamado a explicar os cortes de custos no banco
Presidente executivo do Novo Banco, Stock da Cunha (à dir.) foi chamado a explicar os cortes de custos no banco FOTO: Mariline Alves
O Novo Banco vai pagar aos trabalhadores que aceitem sair por rescisão amigável uma indemnização equivalente a 1,2 salários, acima do que está previsto na legislação, mas bem abaixo dos 1,5 salários pagos pelo BCP no processo de reestruturação. A equipa de gestão liderada por Stock da Cunha vai também continuar a descontar para o SAMS – Serviços de Assistência Médica – dos funcionários com mais de 50 anos que saiam por mútuo acordo.

A Febase – que representa vários sindicatos do setor e 55% dos trabalhadores da instituição – acusa o banco de ter uma lista fechada de despedimentos e de estar a impedir os trabalhadores visados de desempenharem funções no local de trabalho.

Segundo Teixeira de Guimarães, dirigente do Sindicato dos Bancários do Norte, a maior parte das saídas até agora alcançadas – cerca de 500 – aconteceram por via de reformas antecipadas. "Estão previstas mais 100 a 150 aposentações até ao final do ano, pelo que as rescisões amigáveis deverão abranger 350 a 450 trabalhadores", adianta ao CM. Hoje, na comissão de Trabalho e Segurança Social, o presidente executivo do Novo Banco, Stock da Cunha, deverá já dar alguns dados aos deputados sobre as saídas acordadas.

Teixeira de Guimarães diz que o Novo Banco "tinha uma lista de nomes para o despedimento coletivo, mas como não avançou usou os nomes nela incluídos para as rescisões". Os visados foram chamados pelas direções e administração na terça e quarta-feira passadas.

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