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Correio da Manhã

Economia
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O último ECOFIN de Bagão

Bagão Félix despede-se amanhã dos restantes ministros das Finanças da União Europeia, uma vez que este é o último ECOFIN em que participa.
7 de Março de 2005 às 00:00
No próximo conselho de ministros desta pasta, Portugal já será representado por Luís Campos e Cunha, o homem escolhido pelo primeiro-ministro indigitado, José Sócrates, para assumir o comando das Finanças portuguesas.
Antes de embarcar para Bruxelas e para a sua última reunião internacional como ministro das Finanças de Portugal, Bagão Félix, fez ao Correio da Manhã um curto resumo da sua passagem pelo Governo liderado por Pedro Santana Lopes.
Foram cinco meses de decisões polémicas, entre as quais o fim dos benefícios fiscais, a transferência do fundo de pensões da Caixa Geral de Depósitos e a exigência do pagamento das dívidas dos clubes ao Fisco no âmbito do acordo conhecido como ‘Totonegócio’.
Apesar de toda a controvérsia em seu redor, algumas destas medidas levaram a que Portugal cumprisse os limites de três por cento do défice imposto por Bruxelas. No reporte entregue na semana passada, Portugal comunicou à Comissão Europeia uma estimativa de défice orçamental de 2,93 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), para 2004, e uma estimativa de 2,84 por cento para o corrente ano.
"O MAIS POSITIVO FOI DECIDIR"
Correio da Manhã – Que balanço faz da sua passagem pelo Ministério das Finanças?
Bagão Félix – O único balanço que costumo fazer do meu trabalho é o do dever cumprido. Com uma constatação de escassez: no primeiro mês foi Agosto, no mês e meio seguinte foi apresentado um Orçamento de Estado inovador e não de rotina, e um rectificativo para 2004, no mês seguinte foi discutido e aprovado na Assembleia da República e no dia seguinte o Governo passou a ser de simples gestão.
O que de mais positivo lhe aconteceu… e o mais negativo?
– Não tenho uma visão dicotómica da vida política, pelo que não costumo catalogar só de positivo ou de negativo o que acontece. O mais positivo, mesmo assim, foi ter decidido, o mais negativo foi assistir ‘ad nauseum’ à opinião dos que nunca decidem.
Como vê o futuro de Portugal?
– Sou português com alegria e honra. Só quero o melhor para o meu País.
Qual será o seu futuro?
– Futuro!
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