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Correio da Manhã

Economia
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Obras continuam na Portucale

A Portucale, empresa do Grupo Espírito Santo, contesta a decisão da Direcção-Geral das Florestas (DGF) de suspender a autorização para o corte de sobreiros mortos na propriedade que possui na Herdade da Vargem Fresca, em Benavente.
8 de Dezembro de 2006 às 00:00
O abate de 60 sobreiros levou o Ministério da Agricultura a intervir na Portucale
O abate de 60 sobreiros levou o Ministério da Agricultura a intervir na Portucale FOTO: Vítor Mota
Fernando Martorell, administrador-delegado da Espírito Santo Resources, garantiu ontem que a Portucale vai reformular o projecto imobiliário para aquela zona de forma a adaptá-lo às árvores existentes. O mesmo responsável acrescentou que “não era intenção da Portucale abater mais nenhum sobreiro”. O novo projecto será brevemente apresentado à Câmara Municipal de Benavente.
O investimento do Grupo Espírito Santo é da ordem dos 200 milhões de euros e estão já aplicados cerca de 22 milhões.
A decisão de suspender o corte de sobreiros data de dia 4 de Dezembro, depois de em Maio a Direcção-Geral de Florestas ter dado luz verde ao abate de 60 sobreiros mortos. A DGF escreveu à Câmara de Benavente informando-a de que a actual cartografia do loteamento não podia avançar.
Os responsáveis do Grupo Espírito Santo afirmam que vão continuar com as obras de infra-estruturas, para as quais têm o respectivo alvará passado pela câmara.
A autarquia de Benavente terá a última palavra sobre o assunto.
Se a decisão for a de suspender as obras, os responsáveis do Grupo Espírito Santo ponderam recorrer à Justiça, pedindo uma indemnização pelos danos sofridos.
Entretanto, Fernando Martorell admitiu pedir em breve uma audiência ao ministro da Agricultura.
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