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Correio da Manhã

Economia
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OBRIGAÇÕES EUROPEIAS

Os mercados obrigacionistas estão “ligeiramente subvalorizados”, e os títulos de dívida pública europeus são “mais atractivos que os congéneres norte-americanos”. A afirmação é do BNP Paribas, segundo o qual “o mercado europeu deverá ser sustentado pelas previsões de descida das taxas de juro do BCE.”
18 de Maio de 2003 às 00:05
OBRIGAÇÕES EUROPEIAS
OBRIGAÇÕES EUROPEIAS FOTO: Paulo Whitaker (Reuters)
No entanto, a instituição financeira dirigida, em Portugal, por Margarida Matos Rosa lembra que as taxas de rendimento das obrigações “permanecem a níveis muito baixos.” Este produto é mais procurado, desde o segundo semestre de 2000, devido à queda dos mercados accionistas. Mas o BNP Paribas tem 40 por cento das carteiras de activos em obrigações e 60 por cento em acções. Destas, a maioria são do mercado norte-americano, que “continua atractivo em termos de cotações, além de que deverá beneficiar com a recuperação dos lucros das empresas ao longo do segundo semestre”.
OBRIGAÇÕES DE CAIXA COM CAPITAL GARANTIDO
O BCP lançou as Obrigações Investimento Combinado. Trata-se de um produto estruturado com capital garantido no vencimento (três anos).
O novo instrumento financeiro permite uma remuneração variável, que pode atingir cinco por cento ao ano, com pagamentos trimestrais, dependendo da evolução do índice DJ Eurostoxx 50.
Durante um ano, metade do valor investido é remunerado à referida percentagem na conta à ordem.
O montante mínimo de subscrição, até 13 do próximo mês, é de mil euros. Esta emissão totaliza 90 milhões de euros ao valor nominal de 50 euros.
O BCP, através do BCP Finance Bank, também emite, no próximo dia 5, obrigações no total de 500 milhões de euros. Serão cotadas na Bolsa de Valores de Londres, com uma maturidade de três anos e remuneração à taxa euribor a três meses mais 0,22 por cento. À operação estão associados vários bancos de projecção mundial, entre os quais o Citigroup e o Citibank.
NOVARTIS CRESCE EM CONTRACICLO
A Novartis teve um forte crescimento no primeiro trimestre deste ano, em contraciclo com a economia a nível mundial. A farmacêutica facturou 4,956 mil milhões de euros, mais 21 por cento que nos três primeiros meses de 2002. A Novartis é uma das farmacêuticas que podem dar bons ganhos aos investidores, porque aposta em novos produtos. O grupo facturou 18,173 mil milhões de euros e lucrou 4,086 mil milhões de euros no ano passado. Para 2003, a Novartis prevê vender mais dez por cento.
CIN VAI AUMENTAR QUOTA INTERNACIONAL
A CIN, título com hipótese de subir ao PSI 20, vai crescer no mercado internacional. A empresa tem planos de investimentos de 38,5 milhões de euros. A maior fatia desta verba é para a construção de uma fábrica em Barcelona. No Porto, aposta numa nova fábrica de tintas em pó para quase duplicar a produção actual de seis mil toneladas e crescer nos mercados exportadores, entre os quais o ucraniano.
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