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Correio da Manhã

Economia
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Obrigatório trabalhar mais um mês para a reforma completa

Agravamento é justificado com a subida da esperança média de vida.
Beatriz Ferreira 19 de Janeiro de 2018 às 08:48
Quem pedir a reforma em 2018 antes dos 66 anos e 4 meses terá corte de 14,5% devido ao fator de sustentabilidade
Reformados
Pensionistas
Quem pedir a reforma em 2018 antes dos 66 anos e 4 meses terá corte de 14,5% devido ao fator de sustentabilidade
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Pensionistas
Quem pedir a reforma em 2018 antes dos 66 anos e 4 meses terá corte de 14,5% devido ao fator de sustentabilidade
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Os portugueses vão ter de trabalhar mais um mês para acederem, em 2019, à reforma sem penalização. Segundo uma portaria publicada esta quinta-feira em Diário da República, a partir do próximo ano a idade de reforma vai mesmo passar para os 66 anos e 5 meses, mais um mês do que este ano.

A subida, que já tinha sido anunciada pelo ministro do Trabalho e da Segurança Social em novembro, resulta da evolução da esperança média de vida aos 65 anos, calculada anualmente pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Quem optar por se reformar na idade legal será penalizado pela aplicação do chamado fator de sustentabilidade, que este ano sobe para 14,5%. Assim, quem em 2018 pedir a reforma antes dos 66 anos e 4 meses terá um corte de 14,5% na pensão. A que se soma um outro de 0,5% por cada mês de antecipação: 6% ao ano. Em 2017, a penalização era de 13,88%.

Criado em 2008, o fator de sustentabilidade é aplicado às pensões de velhice e serve de travão para aproximar a aposentação ao aumento da longevidade. Em 2017, o INE atualizou as tábuas de mortalidade, que estimam que um português viva mais 19,45 anos após completar os 65. Este indicador é essencial para fixar a reforma sem cortes e o valor da penalização anual.

Com esta confirmação mantém-se a trajetória crescente da idade da reforma em Portugal. Confirmado ficou também o aumento das pensões, em 2018, entre 1,05% e 1,8%. Os valores pagos em janeiro já tiveram em conta esta atualização.

Pensão devido a acidente sobe 1,8%
As pensões por incapacidade permanente ou morte por acidente de trabalho aumentam 1,8% este ano, subida que resulta do valor médio de crescimento do PIB nos últimos dois anos. Em 2017, 115 pessoas morreram e 315 ficaram feridas com gravidade em acidentes de trabalho, diz a ACT.

PORMENORES
IAS também cresce
O Indexante dos Apoios Sociais - uma referência para as prestações sociais - vai aumentar em 2018, fixando-se nos 428,90 euros, ou seja, mais 7,58 euros do que no ano passado.

18% com mais de 65 anos
Em Portugal, 18% da população ativa tem entre 65 e 69 anos, segundo dados da OCDE referentes a 2016. O Japão lidera a lista, com 42% da população a situar-se nesta faixa etária.
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