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Correio da Manhã

Economia
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Carga fiscal revista em baixa mantém-se como a mais alta de sempre

Total de receitas de impostos e contribuições sociais ascendeu assim a 71.139,3 milhões de euros no ano passado.
Lusa 23 de Setembro de 2019 às 13:11
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A carga fiscal de 2018 foi esta segunda-feira revista em baixa em cinco décimas, para 34,9% do PIB devido à nova metodologia do Instituto Nacional de Estatística (INE), mantendo-se porém no valor mais alto de sempre.

Segundo dados provisórios do INE para 2018, a carga fiscal, que inclui receita de impostos e contribuições efetivas fixou-se em 34,9%, contra a anterior previsão feita em março, de 35,4% do PIB.

Apesar da revisão em baixa, o valor estimado agora para 2018, continua a ser o mais elevado desde pelo menos 1995, ano do início da série disponibilizada pelo instituto.

O total de receitas de impostos e contribuições sociais ascendeu assim a 71.139,3 milhões de euros no ano passado, contra 66.859,1 milhões em 2017 (ao que corresponde uma carga fiscal de 34,1% do PIB).

O conceito de carga fiscal define-se pelos impostos e contribuições sociais efetivas (excluindo-se as contribuições sociais imputadas) cobrados pelas administrações públicas nacionais e pelas instituições da União Europeia.

Tendo em conta apenas o total de receitas tributárias (impostos sobre os rendimentos, de produção e importação e de capital), o valor total arrecadado atingiu 51.998,1 milhões de euros, mais do que os 48.890,4 milhões cobrados em 2017.

O valor total das receitas tributárias é igualmente o mais alto desde que há dados disponíveis.

O mesmo se verifica com as contribuições sociais efetivas das famílias, montante que totalizou 7.704,5 milhões de euros em 2018 contra 7.627,6 milhões em 2017.

Os dados divulgados hoje pelo INE assentam numa nova base de contas nacionais, que levou à incorporação de nova informação e à revisão de vários valores que, no caso de 2018, são ainda provisórios.

O défice orçamental de 2018 foi hoje revisto em baixa em uma décima face à anterior previsão de março, para 0,4% do PIB.

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