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Correio da Manhã

Economia
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Centeno diz que versão final do Orçamento do Estado para 2018 é melhor do que a inicial

Ministro das Finanças considerou que existe "um enorme consenso em torno das principais medidas" a implementar.
Lusa 25 de Novembro de 2017 às 14:11
Mário Centeno
Mário Centeno, ministro das Finanças português
Mário Centeno, ministro das Finanças
Mário Centeno, ministro das Finanças
Mário Centeno
Mário Centeno
Mário Centeno, ministro das Finanças português
Mário Centeno, ministro das Finanças
Mário Centeno, ministro das Finanças
Mário Centeno
Mário Centeno
Mário Centeno, ministro das Finanças português
Mário Centeno, ministro das Finanças
Mário Centeno, ministro das Finanças
Mário Centeno

 doO ministro das Finanças considerou este sábado que a versão final do Orçamento do Estado para 2018 é melhor do que a que foi inicialmente apresentada, depois dos contributos dos partidos em sede de discussão parlamentar.

"Todos os debates em democracia tendem a melhorar os objetos sujeitos a debate. Claro que é melhor [o Orçamento com as alterações propostas pelos partidos]", comentou Mário Centeno aos jornalistas, questionado sobre as propostas de alteração ao documento que é submetido na segunda-feira a votação final global.

A versão final do Orçamento do Estado para 2018 (OE2018) contará com mais de 80 propostas de alteração dos vários partidos, além das apresentadas pela bancada socialista, tendo também o CDS, na oposição, conseguido aprovar propostas.

"O parlamento teve um rico e longo debate [...]. O Orçamento que temos para executar em 2018 é um orçamento de rigor, robusto, de apoio à economia, de apoio às famílias, de melhoria dos serviços públicos e seguramente todo o Governo se revê no Orçamento", afirmou ainda Mário Centeno, à margem de uma visita aos serviços aduaneiros do Aeroporto de Lisboa.

O ministro das Finanças considerou ainda que existe "um enorme consenso em torno das principais medidas" a implementar.

No dia em que o Governo assinala dois anos, Mário Centeno destacou "o processo de sucesso de recuperação da economia portuguesa", avisando que o "rigor das contas públicas" é para manter.

"Ainda ontem [sexta-feira] mostrámos quão saudáveis estão as contas públicas. Pode dizer-se que os portugueses estão hoje mais orgulhosos de ser portugueses e de apresentar-se como aquilo que são", comentou aos jornalistas, numa referência à síntese da execução orçamental até outubro.

Segundo o Ministério das Finanças, o défice das administrações públicas foi de 1.838 milhões de euros até outubro, "uma melhoria de 2.664 milhões de euros", com um "aumento da receita de 4,2%" e uma "estabilização da despesa".

Sobre uma eventual candidatura à presidência do Eurogrupo (reunião de ministros das Finanças dos Estados-membros da zona euro), Mário Centeno disse que "é um debate que decorre no seio" da organização e que "a seu tempo" serão feitas declarações sobre a matéria.

Ainda em declarações aos jornalistas, Centeno vincou que ser ministro das Finanças do atual Governo em Portugal "tem uma importância muito grande no contexto europeu".

"É preciso recordar o que foram os dois anos deste Governo. [...] Este exemplo de grande sucesso que hoje Portugal inspira na Europa é aquilo que mais me deixa feliz. É muito bom que seja possível por parte dos outros países europeus rever-se num Portugal cumpridor, em que a coesão social e política é um caso ímpar na Europa de hoje. São essas as mensagens que tenho levado para as reuniões do Eurogrupo", afirmou.

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