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Correio da Manhã

Economia
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Centeno diz ter "plena confiança nas contas" que apresentou

"O défice pode ser mais do dobro daquilo que nos foi apresentado e que tem sido propagandeado", disse o deputado do PSD.
Lusa 23 de Outubro de 2018 às 16:17
Mário Centeno
Mário Centeno
Mário Centeno, ministro das Finanças
Mário Centeno
Mário Centeno
Mário Centeno, ministro das Finanças
Mário Centeno
Mário Centeno
Mário Centeno, ministro das Finanças

O ministro das Finanças, Mário Centeno, afirmou esta terça-feira no parlamento que o Governo "tem plena confiança nas contas que apresentou" no Orçamento do Estado para 2019 (OE2019), recusando acusações do PSD de que houve "aldrabice política" na proposta orçamental.

"As contas estão certas", garantiu o ministro das Finanças durante a apresentação da proposta de OE2019 aos deputados da Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa.

Mário Centeno respondia ao deputado do PSD Duarte Pacheco que, na sua intervenção no parlamento, citou o último relatório da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), que deixou reparos às contas apresentadas no relatório do OE2019, para acusar o ministro das Finanças de cometer "aldrabice política".

"O défice pode ser mais do dobro daquilo que nos foi apresentado e que tem sido propagandeado", disse o deputado do PSD.

O ministro respondeu afirmando que o Orçamento "sempre foi apresentado com a conta da Administração Central ajustada da mesma forma", acusando Duarte Pacheco de ter "desconhecimento profundo" sobre a matéria.

Na sua intervenção inicial, o ministro das Finanças lembrou que foram muitos os críticos da estratégia orçamental do Governo, mas que a execução ao longo dos anos provou que as metas foram cumpridas e que o caminho seguido foi o correto.

"Os que previam a catástrofe (...) não viram as suas profecias tornar-se realidade", sublinhou Centeno, acrescentando que os partidos da oposição deviam "ter a humildade de assumir que erraram".

O ministro recusou que os resultados obtidos e que permitiram que "pela primeira vez Portugal tenha contas normalizadas e semelhantes aos dos países da Europa" tenham sido conseguidos pela conjuntura externa.

"Ter sorte dá muito trabalho", considerou Mário Centeno, acrescentado que "hoje não é só o PIB que veste Prada", mas também o emprego, o investimento público ou o défice.

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