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MICRONOVELA

Pandora O poder não se mostra. Usa-se.

Óleo luso conquista 70 mercados mundiais

A marca é conhecida de todos os portugueses e quer continuar a crescer, seja internamente, seja através <br/> da internacionalização. A maior aposta no exterior são os países com grandes comunidades de emigrantes

01 de fevereiro de 2013 às 15:00

Deve o seu nome a uma tribo africana e há "cinco décadas que o óleo Fula está na mesa dos portugueses", com 24 milhões de litros vendidos a cada ano em Portugal e com mais dez milhões de litros exportados para vários países. Contas feitas, em território nacional, cada português consumirá 2,4 litros de óleo por ano.

"O Fula foi lançado em Portugal, pela Sovena, em 1962 e desde essa altura que tem marcado gerações - há oito anos consecutivos que somos eleitos a marca de confiança dos portugueses", afirmam, orgulhosos, Isabel Roseiro e Otto Teixeira da Cruz, responsáveis pelo marketing da empresa.

"Ao longo dos anos, o óleo, que inicialmente era à base de amendoim, foi sendo melhorado e atualmente temos uma fórmula secreta, à base de girassol, que continuamos a melhorar e a inovar", afirma Isabel Roseiro.

"A inovação faz parte da nossa história, basta recordar que fomos a primeira empresa a embalar óleo - este era vendido a granel nas mercearias", adianta Otto Teixeira da Cruz.

A Sovena vende para 70 países. Além dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, os maiores volumes de exportação vão para Luxemburgo, França e Macau, mas o produto é cada vez mais procurado nos Estados Unidos e no Reino Unido.

"Faz sentido levar os nossos produtos, que são marcas queridas do consumidor português, para os países onde há grandes comunidades de emigrantes", explica Isabel Roseiro, adiantando que o óleo vendido para o estrangeiro é adaptado de acordo com as preferências dos consumidores locais.

"O mais vendido é o óleo alimentar, tanto em Portugal, como na exportação, mas há países com preferências específicas e nós adaptamos. Temos um óleo que é muito procurado em África, que é o óleo 100% de soja, que não temos em Portugal, porque aqui não é valorizado", referem os responsáveis.

Segundo Otto Teixeira da Cruz, mais do que exportar, a Sovena preocupa-se em internacionalizar - ou seja, em le-var as suas marcas para outros países. "Esta é a aposta que, na verdade, vai criando valor para a economia de um país, embora seja preciso escolher bem os países onde se investe e as pessoas com quem se trabalha", sublinha.

"Outra coisa que é preciso ter em atenção é que quando se vai para fora é preciso ter alguma coisa de diferente para levar", acrescenta Teixeira da Cruz.

A crise económica que se vive em Portugal também afeta as vendas do óleo Fula, mas não leva a marca a baixar os braços, antes pelo contrário. "Temos de apostar ainda mais na qualidade, porque nunca se pode defraudar aquilo que o consumidor está à espera", sustenta o diretor de marketing.

Isabel Roseiro acrescenta que a quebra nas vendas e no consumo de óleo também se deve à subida da taxa de IVA deste produto. "Provavelmente, as pessoas estão a reutilizar mais o óleo do que aquilo que faziam no passado, porque os dados que temos é que cerca de 70% da população utiliza óleos, pelo menos, duas ou três vezes por semana."

Atualmente, a Sovena emprega 1200 pessoas divididas entre a fábrica do Barreiro e os escritórios em Lisboa. n

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