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Correio da Manhã

Economia
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OPEP REDUZ PRODUÇÃO DE PETRÓLEO

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) decidiu, esta quarta-feira, reduzir a sua produção em quatro por cento, ou menos um milhão de barris por dia, já a partir de amanhã, dia 1 de Abril.
31 de Março de 2004 às 17:28
A Administração norte-americana, em ano de eleições presidenciais, tinha pedido à OPEP que evitasse os cortes na produção habitualmente decididos depois de terminado o Inverno no Hemisfério Ocidental, numa tentativa de estabilizar os preços do combustível nos EUA e prevenir que uma eventual inflação energética desacelere o crescimento económico.
De acordo com fontes junto da OPEP, a Arábia Saudita mostrou-se inflexível, liderando a iniciativa da redução na produção, que já havia sido planeada em Fevereiro, na Argélia. Indiferente aos apelos dos consumidores, que se confrontam com os efeitos dos elevados preços do petróleo, perto de máximos dos últimos 13 anos, o cartel responsabilizou a especulação nos mercados de capitais em Londres e Nova Iorque pela inflação nos preços do petróleo.
Um consultor independente contrapôs que os sauditas deixaram de ser a “pomba dos preços” na OPEP, para passarem a ser “os falcões dos preços”, devido à forte pressão do Orçamento geral do Estado saudita. “Eles precisam de preços de petróleo cada vez mais elevados, para dar resposta à despesa corrente com uma população cada vez maior”, explicou o consultor.
Assim, a Arábia Saudita parece ter deixado de ser o principal aliado dos EUA na OPEP, uma realidade que tem sido notada a nível geostratégico, com a recente mudança, por exemplo, do comando militar norte-americano na região do Médio Oriente da Arábia Saudita para o Qatar. De acordo com fontes próximas do cartel, os norte-americanos tiveram como aliados no seu apelo à contenção o Koweit e os Emirados Árabes Unidos, mas o ‘peso’ da Arábia Saudita prevaleceu.
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