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Correio da Manhã

Economia
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PALAVRA EM TIMOR IMPEDE 'CALOTES'

O timorense pode ser um povo pobre. Mas faz questão de ser honrado. Por isso não alinha muito numa tendência cada vez mais na moda em Portugal - o calote. Que o diga a Caixa Geral de Depósitos, uma das três instituições bancárias presentes nesta antiga colónia portuguesa.
14 de Novembro de 2003 às 00:00
 Correia Pinto
Correia Pinto
Desde que reabriu as suas portas em 29 de Novembro de 1999 - após um interregno de mais de 24 anos - a CGD já avalizou empréstimos a timorenses no valor de 20 milhões de dólares. " Os timorenses fazem empréstimos sobretudo para reconstruir as suas habitações ou para investir em pequenas empresas" disse ao Correio da Manhã Correia Pinto, o director-geral da sucursal da CGD em Díli. Por isso graças a esta injecção de dinheiro fresco já foram reabilitadas cerca de três mil casas para além de se ter registado um incremento de empresas vocacionadas para os sectores do comércio e construção civil. A boa notícia nesta história é - como aliás faz questão de frisar Correia Pinto - o facto da "taxa de incumprimento ser residual". Os números aliás falam por si - " a taxa de incumprimento é inferior 0,2%" esclarece o director-geral da sucursal da CGD em Díli.
Como não podia deixar de ser para conceder empréstimos a Caixa exige algumas garantias. " O projecto tem sempre de ser viável. Mas nós exigimos ainda como garantias penhoras, vencimentos em conta ou pensões" afirma Correia Pinto. Apesar disso aqui em Díli diz-se que a principal garantia que o timorense pode dar é a sua palavra. Porque ela é sagrada. Pelo menos assim tem sido até agora.
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